sexta-feira

ROBERTO CARLOS EM DETALHES - RESUMO


ROBERTO CARLOS EM DETALHES
PAULO CESAR DE ARAUJO
EDITORA PLANETA

TOM R.: Mesmo para quem não curte suas músicas, a história de Roberto Carlos é um exemplo clássico de que nada nasce pronto e que, se queremos algo, temos q fazer esse algo acontecer. Na biografia não-autorizada escrita por Paulo Cesar de Araujo você vai ver como a lei da atração levou Roberto Carlos por caminhos que só o favoreceram, como a demissão do cantor Sérigo Murilo da gravadora CBS e o abandono da carreira por parte de Celly Campello, a maior artista da época, episódios que só favoreceram o rei. Ele estava no lugar certo e na hora certa... Sorte? Não sei. Pode ser. Mas nem toda sorte do mundo ajudaria se ele não tivesse preparado para recebê-la.


Uma seleção das melhores frases feita por Tom R. especialmente para o blog MAIS DE MIL FRASES DE EFEITO.
Se reproduzir este texto em algum outro veículo de comunicação, preserve os créditos acima.


vamos ao resumo...
Roberto Carlos e seus irmãos se acostumaram a dormir acalentados pela máquina de costura de sua mãe, que trabalhava até alta madrugada.

Nada conseguindo na Rádio Nacional, Roberto Carlos seguia em direção à Rádio Tupi. Quem sabe ali não poderia obter uma atenção melhor dos produtores dos programas?
"Mas que esperança! Meu nome jamais constava entre os artistas escalados. E mais uma vez eu saía triste daquele prédio da avenida Venezuela", confessa o cantor.

O fato é que as coisas estavam difíceis para a família e os irmãos de Roberto Carlos começaram a cobrar dele uma atividade que lhe rendesse uma carteira assinada e um salário fixo todo fim de mês. Seu irmão mais velho, Carlos Roberto, dizia mesmo que esse negócio de cantar era muito bonito, mas totalmente incerto, principalmente para quem não tinha um vozeirão como o de Nelson Gonçalves - o padrão de voz dominante até aquele momento.

E os dois ficaram ali papeando, antes de voltar para a máquina de escrever. Lá pelas tantas, quando Otávio Terceiro disse que trabalhava na televisão, Roberto Carlos arregalou os olhos e exclamou: "O quê?! Você trabalha na televisão?! Pois eu sou cantor". "Ah! É mesmo? Que bacana. Então aparece lá na TV um dia", convidou-o Otávio Terceiro. No final da aula, ele deu a Roberto Carlos o seu cartão, que o apresentava como assistente de direção dos programas de Chianca de Garcia.
Para Roberto Carlos, aquilo foi o que de melhor o curso de datilografia poderia lhe proporcionar.

Como não existiam fitas demonstrativas, o pretendente a astro tinha que chegar com seu violão na frente do diretor artístico da gravadora e dar o seu recado o melhor possível. Isto implicava a disponibilidade do diretor para ouvi-lo, nervosismo e tensão do candidato e, quase sempre, constrangimento para todos.

No dia seguinte, João Leite ligou para Imperial dizendo que gostou da canção Fora do tom, mas não aceitava o cantor Roberto Carlos.
(...) Carlos Imperial foi categórico: sua composição só iria junto com o cantor, fora isso, nada feito.
(...)João Leite não aceitou e ele foi com Roberto Carlos bater em outra porta.
Mais uma vez Imperial pediu ajuda ao Chacrinha, que fez uma carta de recomendação, indicando que ele levasse Roberto Carlos para ser ouvido na Copacabana Discos.
(...)Roberto Carlos cantou então para um dirigente de plantão e este também não aprovou o cantor. "Ele não tem qualidades artísticas", justificou.
Três dias depois, Imperial e Roberto Carlos foram tentar a sorte na Continental, outra gravadora nacional.
(...)E dessa vez Roberto Carlos nem conseguiu cantar a segunda música. Sem muito tempo ou paciência, o diretor artístico encerrou o teste, não se interessando pelo cantor. "Vozes como a dele aparecem vinte por dia", justificou a Imperial.
Imperial e Roberto Carlos foram recebidos na Polydor pelo diretor artístico Joel de Almeida (...) Joel de Almeida não se entusiasmava muito com bossa nova e não demonstrou maior interesse por Roberto Carlos(...) Chamou a sua atenção, entretanto, o fato de que o garoto cantava realmente parecido com João Gilberto, e isto poderia ser interessante comercialmente, especialmente cantando aquela canção Fora do tom, que glosava Desafinado.
Além disso, Joel de Almeida alimentava uma velha rivalidade com Aloysio de Oliveira, o diretor artístico da Odeon. Os dois se estranhavam desde os velhos tempos do rádio, quando Joel fazia dupla com Gaúcho e Aloysio pertencia ao conjunto Bando da Lua. E Joel viu naquele garoto que imitava João Gilberto uma boa chance de provocar Aloysio de Oliveira, que se gabava de ser o lançador do papa da bossa nova. Por tudo isso, ao contrário dos diretores das outras gravadoras, Joel de Almeida aceitou gravar um disco com Roberto Carlos na Polydor - com a recomendação de que ele acentuasse ainda mais na imitação de João Gilberto.

Um dos momentos mais emocionantes da carreira de Roberto Carlos foi quando ele chegou ao escritório da gravadora e recebeu o seu disco nas mãos. Ele lia e relia seu nome no rótulo, virava o disco de lado, revirava, olhava novamente. Era verdade, lá estava: Roberto Carlos, Polydor, João e Maria e Fora do tom. "Saí da gravadora com o disco debaixo do braço, feliz da vida. Tomei um trem para Lins de Vasconcelos e quando cheguei em casa dei o disco de presente para minha mãe", recorda Roberto Carlos.

O disco dele não aconteceu: ninguém comprou, ninguém tocou, ninguém ouviu. Mas o contrato com a Polydor ainda estava em vigor e havia a promessa de se gravar outro disco, talvez até um possível LP de Roberto Carlos. Porém, o tempo foi passando e nada de concreto acontecia. A gravadora não se manifestava e Carlos Imperial foi ficando impaciente. Conhecedor dos meandros da indústria do disco, ele sabia que isto podia ficar assim por anos a fio. Imperial resolveu então blefar para pressionar a Polydor.
(...) Imperial afirmou que o seu artista tinha convites para gravar em outras companhias de disco e que ele poderia aceitar, caso a Polydor não definisse um projeto. Ribamar ouviu pacientemente a queixa de Imperial e na mesma hora apresentou os planos que a Polydor tinha para o jovem cantor: a rescisão do contrato. Irrevogável e imediatamente. "O senhor pode assinar com quem quiser. O seu cantor está liberado", afirmou José de Ribamar, que nem consultou Joel de Almeida para tomar essa decisão.
Ele sabia que aquela tinha sido uma aposta provocativa de Joel em Aloysio de Oliveira - e uma aposta que não surtira nenhum efeito. Assim, sem choro nem vela, Roberto Carlos foi dispensado da gravadora Polydor.
Naquele momento ele era um artista sem contrato com nenhuma emissora de rádio, e agora dispensado de uma gravadora depois de fracassar no primeiro disco. Era um currículo difícil para um cantor apresentar, mas seria assim que eles partiriam para tentar uma nova chance.

Os diretores da RCA ouviram Roberto Carlos com atenção, mas não disseram nada na hora. Ficaram por ali conversando amenidades. Esse era sempre um momento difícil no antigo processo de escolha de um artista, pois como dizer na frente do jovem cantor que ele não tinha agradado? Depois de algum tempo ali, Ramalho Netto chamou Carlos Imperial para um canto, reservadamente, e como um Nostradamus às avessas, deu o seu veredicto: "Olha, Imperial, o Paulo não gostou e eu também não. O garoto não dá para o negócio. Não tem bossa. É frio demais".

Sem disco na praça e sem emprego na rádio, a única fonte de renda para Roberto Carlos era seu salário de crooner na boate Plaza. Mas isto só durou até quando Amaral, o gerente que o contratara, trabalhou na casa. Quando ele foi demitido, Roberto Carlos também perdeu o emprego, depois de nove meses de trabalho. Amaral foi gerenciar uma outra casa, a boate Bolero, na avenida Atlântica, e para lá também levou Roberto Carlos. (...)Entretanto, ali as coisas não funcionaram muito bem e depois de dois meses de trabalho o cantor acabou também perdendo esse emprego.
O ideal era descolar uma daquelas badaladas casas noturnas do Beco das Garrafas, como o Bottle's Bar, Baccara e o Little Club, ou até, quem sabe, o Drink, outro espaço para cantores modernos como ele. Mas o máximo que Roberto Carlos conseguiu foi trabalhar na boate OK, um ponto de prostitutas frequentado por turistas num sobrado em Copacabana. "Sabia que meu caminho não era por ali. Mas, quando não há opção, a gente se agarra ao que pinta", justifica. Mas a barra naquela boate era muito pesada e ele acabou saindo.

Assim como a primeira gravação da Polydor, esse disco também alcançou pouca repercussão nas rádios e foi um grande fracasso de venda.

Disco gravado, namoradas, mas dinheiro mesmo não entrava no bolso de Roberto Carlos. Foi quando seu pai conseguiu-lhe o prometido emprego público, no qual o filho poderia finalmente colocar em prática o que aprendera no curso de datilografia (...) A sua função ali era datilografar ofícios, cartas e capas de processos. "Que coisa maçante", recorda o cantor, "ver paredes o dia inteiro. Paredes, papéis, letras e máquinas de escrever." Para Roberto Carlos isto parecia significar o adeus ao sonho de se tornar um artista de sucesso. Afinal, até aquele momento ele já tinha sido cantor na Rádio Cachoeiro, participado do conjunto vocal The Sputniks, cantado na boate Plaza, gravado discos na Polydor e na Columbia. Depois de toda essa trajetória de luta, ali estava ele carimbando papéis, num trabalho burocrático, alienante. Dinheiro, carrões, mulheres, viagens, tudo parecia agora mais distante para Roberto Carlos. E, como se não bastasse, o cantor ainda corria sério risco de ser dispensado da gravadora Columbia - o seu único elo mais consistente com a carreira artística.

Uma das normas administrativas que Evandro Ribeiro seguiu foi a de não criar concorrência na própria gravadora. Ou seja, ele não aceitava dois artistas de um mesmo estilo, brigando pelo mesmo público.
(...) na CBS só haveria espaço para um cantor de rock: ou Sérgio Murilo ou Roberto Carlos. A preferência natural seria por Sérgio Murilo, um nome já consagrado, um astro da CBS -enquanto Roberto Carlos ainda era uma promessa de sucesso.
Foi então que Sérgio Murilo ousou questionar a autoridade de Evandro Ribeiro - e isto acabou custando-lhe a carreira.
Foi um duro castigo por Sérgio Murilo ter ousado questionar números de vendagens de discos - tema que ainda não estava em discussão na época.
O fato é que, diante disso, Evandro Ribeiro manteve Roberto Carlos no cast da gravadora e decidiu investir nele para conquistar aquele mesmo público jovem de Sérgio Murilo.

Aquele era um bom momento para se lançar um novo cantor de rock em São Paulo, porque não apenas Celly Campello parou de cantar após seu casamento, como também Sérgio Murilo estava parado depois de seu divórcio com a CBS. Ou seja, ao mesmo tempo, saíram de circulação o rei e a rainha do rock brasileiro. E, como se diz, rei morto, rei posto. Estava aberto o caminho para Roberto Carlos passar cantando o seu primeiro sucesso nacional.

O torneiro mecânico Bruno Pascoal parou para tomar um café com colegas num bar na avenida São João, em São Paulo. De repente, ele viu um fusquinha parado na rua e notou que o motorista parecia sem jeito para fazê-lo funcionar. Pascoal foi até lá e se ofereceu para ver qual era o problema. Com uma chave de fenda, ele diminuiu a aceleração do motor, resolvendo em poucos minutos o enguiço do carro. O motorista agradeceu e se apresentou, dizendo que se chamava Roberto Carlos, era um cantor do Rio de Janeiro, e estava indo com aquele fusca fazer um show na cidade de Sorocaba. Bruno Pascoal ficou contente em saber disto e afirmou que, embora trabalhasse como mecânico na Toyota, gostava mesmo era de música, e até tocava contrabaixo numa banda do seu bairro. "Então venha comigo para esse show em Sorocaba", convidou Roberto Carlos.
Bruno esqueceu o que tinha que fazer naquele sábado e, sem pestanejar, entrou no carro. Ele não podia imaginar, mas aquela viagem iria mudar sua vida e levá-lo para muitas outras viagens depois. Na volta de Sorocaba, Roberto Carlos convidou Bruno para ser o seu contrabaixista. "Meu pai foi contrário porque, como mecânico, eu ganhava um salário razoavelmente bom. Ele ficou muito bronqueado quando deixei o emprego para ir tocar com um tal de Roberto Carlos", lembra Bruno.
Mais do que um sucesso, aquilo era uma bomba musical que Roberto Carlos tinha nas mãos. Quando essa bomba explodisse, a carreira do artista ia dar uma guinada de 180 graus. Mas antes Roberto Carlos recebeu uma proposta para apresentar um programa de televisão.

Os Beatles e os Rolling Stones construíram parte de sua glória dormindo. Sim, porque as duas músicas de maior sucesso de cada uma das bandas, Yesterday e Satisfaction foram compostas enquanto seus autores dormiam.
Numa manhã de maio de 1965, Paul acordou com uma melodia na cabeça que tinha todo o frescor de um sonho. Imediatamente ele foi para o piano que havia no seu quarto em Wimpole Street, em Londres, e tocou a música inteirinha, completa, com primeira e segunda parte. Ainda não tinha letra e ele a chamou de Scrambled eggs. Mas Paul ficou encucado, achando que já tinha ouvido aquela melodia em algum lugar. Então passou vários dias mostrando para os amigos e perguntando se eles já não a conheciam. Não, ninguém nunca tinha escutado aquilo antes. Paul McCartney fez então uma letra definitiva para a canção que ganhou o título de Yesterday.
Já numa certa noite de 1965, Keith Richards estava no Hilton Hotel de Londres quando também sonhou com uma canção. Ele acordou no meio da noite, pegou a guitarra, ligou o gravador, tocou aquele tema e voltou a dormir. No dia seguinte foi ouvir a fita e descobriu que tinha composto Satisfaction.

"Nunca me esqueço daquele momento, porque a platéia vaiou Roberto de tal forma que não se podia nem ouvir a introdução da orquestra. Mas ele manteve-se impassível, com afinação perfeita, segurança total, sinceridade, concentração, intocável", lembra Caetano, que desse modo confirma mais uma vez que o cantor mirava a plateia do Teatro Record, mas sim a multidão que o assistia pela televisão.

A mutreta também acontecia nos Estados Unidos. Um dos casos mais notórios é o do cantor Elvis Presley, que aparece como co-autor de alguns de seus grandes sucessos como Heartbreak hotel, Don"t be cruel e Love me tender. O rei do rock não compôs uma palavra dessas canções, mas entrou como parceiro por uma imposição do seu empresário, o coronel Parker, que queria ganhar também na edição da música. Aos verdadeiros autores restava pegar ou largar.
Por tudo isto, quando Roberto Carlos surgiu nos anos 60, ninguém o levava também muito a sério como compositor. Pensava-se que suas músicas eram compostas por Erasmo Carlos, que por sua vez ninguém levava a sério como cantor. Enfim, havia ainda aquela nítida separação entre os dois ofícios, e a ideia predominante era a de que Roberto Carlos seria apenas um cantor que colocava seu nome nas composições de Erasmo - como era comum na época.
Tudo isso deixava Roberto Carlos chateado porque ele se via confundido com outros cantores que realmente não compunham nada e só eventualmente entravam de gaiato numa parceria. E ele pedia para Erasmo não deixar esse engano prosperar. Mas nem sempre isso era possível.

A questão do preconceito social, não apenas racial, chamava a atenção de Roberto e Erasmo desde o início. No auge do Jovem Guarda, Erasmo Carlos e outros cantores do programa eram frequentemente convidados para cantar em festas grã-finas em São Paulo. E, invariavelmente, todos eles saíam de lá frustrados por se sentirem vítimas de preconceito. Era só chegar, dizer boa noite e já punham um violão na mão da gente. Mas, na hora que um de nós se interessava pela filha da dona da casa, já não servia mais porque não tínhamos sobrenome, não tínhamos estudo, não tínhamos maneiras finas. Na mesa eu não sabia qual era o talher usado para comer peixe, e uma porção de coisas assim", afirma Erasmo, que, na época, mais radical do que os outros, gostava mesmo era de comer de colher em prato fundo. E o Tremendão foi ficando indignado com este "ponha-se no seu lugar", detestando representar como artista a versão moderna do bobo da corte. "Fiquei com um trauma tão grande que logo parei de cantar nesse tipo de festa", afirma.

Indagado por que colecionar uma série de automóveis que ele nem tinha tempo de usar, Roberto Carlos respondeu na época: "Eu apenas procuro recompensar as coisas que não tive durante a minha infância de menino pobre em Cachoeiro do Itapemirim".

Ele, Roberto Carlos, se preocupava com a realização de um campeonato de tiro ao pombo no Paraná. O artista ficou profundamente irritado ao saber que na época aproximadamente 27 mil aves foram abatidas em nome do esporte brasileiro. "Por favor, não deixem mais aves morrerem. Minha intenção não é apenas protestar, se pudesse teria impedido a morte dessas aves do Paraná. Como infelizmente não tenho poder para isso só me resta pedir às pessoas e às sociedades protetoras de animais que se unam para impedir que coisas desse tipo voltem a ocorrer. Não permitam que inocentes bichos sirvam de alvo para desportistas insensíveis. Convençam essa gente a trocar as medalhas e os trofeus pelo amor à natureza."

Andando pela calçada numa rua lateral do lado direito de quem sobe para o hotel Hilton, já quase escurecendo, Mauro Motta e Evandro Ribeiro viram um homem parado sozinho à beira da calçada olhando para o céu. "Era um homem com uma expressão de muita dor e tristeza. Eu não identifiquei imediatamente quem era, mas aquela máscara de dor me chamou tanto a atenção que eu parei a dois metros de distância e fiquei olhando para ele. O homem estava impávido, sozinho, com o olhar perdido no céu e com uma expressão de muita angústia", lembra Mauro Motta. O homem que tanto o impressionou - e que Evandro Ribeiro identificaria para ele - era o exilado brasileiro Leonel Brizola, àquela altura há quase quinze anos longe do Brasil. "Aquilo me marcou tão profundamente que eu vibrei quando Brizola voltou do exílio e se elegeu governador do Rio de Janeiro, em 1982. Tudo por causa desse momento de tristeza e solidão que presenciei em Nova York", afirma Mauro Motta.

Helena dos Santos ficou viúva muito jovem e com cinco filhos para criar. "Essa história de música surgiu na minha vida quando eu não tinha mais para o que apelar. Pedi a Deus um trabalho que me desse condições de criar meus filhos. E comecei a fazer uns sambinhas." E foi na condição de mulher, negra, viúva e favelada, que Helena dos Santos saiu à procura dos cantores para gravar suas músicas. Sem tocar nenhum instrumento, valendo-se apenas de lápis e papel, Helena dos Santos compunha sambas, boleros e marchas carnavalescas. "Não aprendi piano porque nunca tive esse instrumento em casa e não aprendi violão porque tinha muita corda, eu me atrapalhava toda. Se o violão tivesse uma ou duas cordas talvez eu tivesse aprendido", brinca Helena.
O problema é que nenhum cantor se interessava pelas composições de Helena dos Santos, que procurou quase todos: Jamelão, Dolores Duran, Emilinha Borba, Nelson Gonçalves e Cauby Peixoto, a quem ela tentou abordar numa certa tarde, na Rádio Nacional. "Cauby, você me desculpe, mas eu preciso tanto falar com você", disse-lhe Helena. "Agora não vai dar, meu amor. Já está em cima da hora para eu cantar. Depois do programa você me procura." Helena ficou esperando o programa terminar, mas não conseguiu falar com o cantor porque ele saiu por outra porta. "Eu estava passando uma fase que só Deus sabe. Faltavam três dentes na minha boca", lembra Helena.
Cansada de procurar cantores de sambas e de marchinhas, Helena decidiu bater à porta de um cantor de rock, e o mais famoso da época era Sérgio Murilo. Pensando nele, Helena fez uma música em que citava Marcianita e Broto legal, os dois principais sucessos do cantor, o resultado foi o twist Na Lua não há: "Eu vou perguntar se na Lua há/ um broto legal/ pra mim namorar...". Sua intenção era entregar essa composição ao próprio Sérgio Murilo, mas, como das outras vezes, não obteve acesso ao cantor. Foi quando Rogéria Barros, cantora da Rádio Nacional, sugeriu que ela procurasse um jovem cantor chamado Roberto Carlos, que estava justamente montando repertório para o seu LP na CBS. E ela disse a Helena que o tal cantor, "um rapaz atencioso e bom", podia ser encontrado no programa de Luis de Carvalho na Rádio Globo.
Cheia de esperança, no dia seguinte Helena dos Santos foi para lá e procurou se informar quem era o tal Roberto Carlos. "Puxa, ele ainda é um menino", surpreendeu-se, ao vê-lo de perto no estúdio da emissora. O cantor percebeu aquela mulher baixinha e tão magrinha olhando fixamente para ele e perguntou: "Você quer falar comigo?". "Sim, mas só depois, em particular." Helena ficou com vergonha de se apresentar ali, no meio dos outros. "Então você senta ali e me espera que depois eu vou lá conversar com você", disse-lhe Roberto. De fato, ao final do programa, ele foi falar com Helena dos Santos. "Eu queria ter tido uma câmera para filmar porque foi o momento mais lindo da minha vida. Roberto Carlos deixou todos os colegas, os cantores, para vir falar comigo", lembra Helena dos Santos. Isso foi marcante para ela porque pela primeira vez um cantor ia em sua direção. Até então, sempre lhe viravam as costas. Roberto Carlos sentou-se ao seu lado e perguntou o que ela queria conversar com ele. Helena explicou que era compositora, que tinha feito uma música e que gostaria que ele gravasse. "É mesmo? E como é a música?" Helena entregou-lhe uma folha de caderno com a letra de Na Lua não há. O cantor leu e perguntou. "Por que na Lua?" "Não sei, não fica bem?" "Fica ótimo. Essa letra é muito interessante. Canta a melodia aí que eu quero ouvir." Helena cantou duas, três vezes, enquanto Roberto Carlos ia fazendo a marcação rítmica na perna. "Isto é um twist, dona Helena. E vou gravar com uma nave espacial levantando. Você vai ver", disse o cantor animado. E Helena dos Santos mal acreditou quando dias depois Roberto Carlos a procurou para que ela assinasse o documento de autorização da gravação. Finalmente Helena dos Santos ouviria sua música gravada por algum cantor.

Nossa canção foi um dos grandes sucessos do álbum de 1966, chamando a atenção para o jovem compositor Luiz Ayrão. "Essa música abriu muitas portas para mim porque depois dela me tornei um compositor mais conhecido. Todos os outros cantores começaram a pedir músicas minhas para gravar" diz Luiz Ayrão, que depois disso esgotou a reserva que tinha naquele caderninho de música que carregava desde os catorze anos de idade.

Depois de um ano perambulando por corredores de rádios e gravadoras, em 1967 Tim Maia gravou seu primeiro disco, um compacto simples na RGE. Nada aconteceu e o artista foi dispensado. No ano seguinte conseguiu a chance de lançar outro compacto, desta vez pela CBS. "Mas, para isso, tive que ir procurar a Nice", afirma Tim, que certa vez soube que a mulher de Roberto Carlos estava hospedada no hotel Excelsior, no Rio, e foi lá tentar falar com ela. Devia ser mais fácil falar com ela do que com o cantor. "Era uma mulher bonita, estava chegando da praia, de maiô, e eu com dez Dexanil na cabeça. Sabe aqueles comprimidos de coraçãozinho verdinho?" Nice já tinha ouvido falar de Tim Maia e não se assustou. Ao contrário. Pediu para ele subir até o apartamento, sentar, se acalmar e desabafar. E Tim contou novamente toda aquela história de que ensinou Erasmo a tocar violão, que conhecia Roberto Carlos desde a adolescência, que os dois participaram de um conjunto vocal, que o cantor comeu dois anos na sua casa... Enfim, e que agora ele precisava da ajuda de Roberto Carlos para gravar um disco.
Nice ouviu atentamente a história e prometeu que falaria sobre o caso com o marido. E falou mesmo, porque logo depois Roberto Carlos pediu para Tim Maia gravar sua voz numa fita para ele indicá-lo ao chefe da CBS. Evandro Ribeiro ouviu, gostou e autorizou Tim Maia a gravar um compacto simples com as faixas: Meu país e Meu sofrimento - ambas do cantor. Entretanto, o disco não fez nenhum sucesso, Tim Maia fez muita confusão e acabou dispensado da gravadora. Naquele mesmo ano de 1968, canções de Tim Maia foram gravadas por Erasmo Carlos (LP Erasmo Carlos) e por Eduardo Araújo (LP A onda é boogaloo), e nenhuma delas também obteve qualquer repercussão. E assim a década de 1960 chegava ao fim e as coisas continuavam difíceis para Tim Maia. Enquanto companheiros da Tijuca como Roberto Carlos, Erasmo e Jorge Ben já faziam parte da história da música popular brasileira, Tim colecionava uma série de fracassos, se sentindo cada vez mais feio, gordo e pobre.
Seu objetivo imediato em 1969 era pelo menos colocar uma canção no disco de Roberto Carlos. Ele sabia que gravada pelo rei sua música podia alcançar a repercussão que não tivera até então nos discos dele e de outros cantores. Além do mais, esta era a oportunidade que ele vislumbrava de ganhar uma boa grana o mais rapidamente possível. E o momento era o mais indicado, pois Roberto Carlos estava em plena fase soul, ouvindo muito James Brown, Wilson Picket e outros músicos que Tim Maia já conhecia muito bem.
Entre as composições que tinha na época, Tim apostou suas fichas na balada Você, que ele tinha feito no ano anterior para o disco A onda é boogaloo de Eduardo Araújo. "Você é mais do que sei/ é mais que pensei/ é mais que eu sonhava/ você é algo assim/ é tudo pra mim...." A canção estava praticamente inédita, pois passou despercebida juntamente com todo aquele disco soul de Eduardo Araújo. Tim Maia achava aquela composição muito boa e tinha certeza de que ela seria sucesso na voz de Roberto Carlos. Então pegou a fita com a gravação de Eduardo Araújo, pois queria que Roberto Carlos ouvisse aquela versão, já sugerindo o arranjo de cordas e metais. Mas quando Tim Maia ligou para Roberto Carlos, este disse que não podia ouvir a fita naquele dia, pois sua aparelhagem de som estava quebrada. "Sabe o que eu fiz? Eu peguei o gravador de rolo de Eduardo Araújo, botei nas costas e levei até a casa de Roberto no Morumbi."
E, lá chegando, enquanto Você rodava no toca-fita, Nice balançava a cabeça afirmativamente, aprovando a canção. "Nice me deu a maior força naquele dia", afirma Tim Maia. Mas Roberto Carlos tem lá seus mistérios e não se interessou pela balada Você, principalmente porque já tinha sido gravada por Eduardo Araújo. Entretanto, o esforço de Tim Maia não seria em vão, porque logo depois da negativa Roberto Carlos lhe fez um pedido: "Tião, faça uma música sobre um cara que não quer mais ficar com a menina. Eu preciso de um tema deste para o meu próximo disco. Faça isto que eu gravo". Roberto Carlos queria um tema semelhante a Você não serve pra mim, composição de Renato Barros que foi um dos seus grandes sucessos. Ou seja, uma canção forte, agressiva, oposta à exaltação amorosa da balada Você.
Tim Maia saiu daquela mansão no Morumbi bufando com o pesado gravador de rolo nas costas. E no dia seguinte, com raiva e determinação, pegou o violão e compôs o soul Não vou ficar. "Há muito tempo eu fiquei calado/ mas agora resolvi falar/ não tem mais jeito/ tudo está desfeito/ e com você não posso mais ficar..." Naquela mesma semana ele voltou à casa de Roberto Carlos e mostrou a nova composição, já indicando as nuanças do arranjo vocal e instrumental que a canção pedia. Para sua sorte era exatamente aquilo que Roberto Carlos queria para seu novo disco. E foi assim que, no apagar das luzes da década de 1960, Tim Maia finalmente sentiu o gosto do sucesso que seus companheiros da Tijuca já saboreavam há bastante tempo. A faixa Não vou ficar foi um dos grandes destaques do álbum lançado por Roberto Carlos no final de 1969. E ali finalmente o Brasil foi apresentado à música soul do carioca Tim Maia, que a partir daí viu muitas portas se abrirem. O resto, como se diz, é história...

*Nota do editor deste blog: Quantas vezes não bufamos de raiva como Tim Maia ao nos depararmos com a oportunidade perdida sem saber que a oportunidade toma outra forma mais adiante? Voltando ao livro...

Quando terminei de musicar a letra, ainda ali na cama, me veio a imagem de Roberto Carlos cantando esta canção", afirma Fagner.
Num certo domingo, no final de 1973, Fagner foi convidado a participar do programa Flávio Cavalcanti, na TV Tupi. Naquela noite ele estava mais tenso do que de costume, não só porque era um artista ainda com pouca experiência, como também pelo fato de saber que Roberto Carlos também iria participar do programa. De repente, Fagner ouve aquele tumulto, corre-corre no corredor da emissora: era Roberto Carlos chegando com sua equipe de secretários, seguranças...
A produção de Flávio Cavalcanti intermediou o encontro entre o jovem compositor que iniciava a carreira e o ídolo maior da música popular brasileira. Levado ao camarim de Roberto Carlos, Fagner se surpreendeu quando o cantor lhe disse: "Bicho, canta Mucuripe aí pra mim". E surpresa maior ele teve ao cantar os primeiros versos: "As velas do Mucuripe Vão sair para pescar/ vou jogar as minhas mágoas pras águas fundas do mar..." -, pois as lágrimas começaram a brotar dos olhos de Roberto Carlos. "Aquilo pra mim foi uma injeção de cavalo. Porque eu estava começando a carreira, tinha vinte e poucos anos. Na hora eu nen disse nada. Fiquei engasgado vendo um filme que jamais pensei que seria real. Aquilo tudo que eu tinha imaginado, de repente estava ali real na minha frente", lembra Fagner.
(...) E, conforme Fagner imaginou, o cantor gravou Mucuripe em seu álbum de 1975.

*Nota do editor deste blog: Olha aí a lei da atração atuando na vida do Fagner – imaginou e conseguiu. Voltando ao livro...

Carlos Colla se lembra exatamente da primeira vez em que isso aconteceu: "Foi incrível, fui ver um filme num cinema em Copacabana e a bilheteira estava assoviando A namorada, minha primeira música gravada por Roberto. Na hora me deu vontade de chorar e nem consegui mais ver o filme".

Naquela tarde, nenhum dos parentes de Myrian Rios conseguiu digerir o fato de que uma pessoa tão famosa e distante como Roberto Carlos pudesse, de repente, estar ali, ao alcance da mão.

"Algumas pessoas diziam que não era justo eu e meu marido ficarmos restritos a alguns encontros, com poucos amigos em casa, se a vida oferecia muito mais. Passei a questionar com Roberto nossa situação e, com-pletamente influenciada pelos outros, comecei a achar que era a mulher mais infeliz da Terra; que todo o amor que sentíamos um pelo outro e tudo o que vivíamos não era suficiente; faltava o "aproveitar mais a vida"", diz Myrian Rios, reconhecendo hoje que não devia ter se deixado levar por tais conselhos. "O que eu não sabia na época é que aquelas pessoas, além de com-pletamente infelizes, sentiam era inveja da nossa união."

Ele não começa nenhuma temporada ou gravação de disco no mês de agosto. (...) As manias e superstições de Roberto Carlos foram sendo agravadas e alimentadas a partir do momento em que ele se tornou um artista de grande sucesso. Ou seja, somente quando teve cacife para bancá-las...
Em 1970, Roberto Carlos conseguiu que o Canecão adiasse a estreia de seu primeiro show na casa, marcado para agosto - forçando assim o Canecão a mudar a programação do ano inteiro. Já em outro momento, 1965, véspera da estreia do programa Jovem Guarda, quando o cantor ainda não tinha poder nem fazia um sucesso fenomenal, após acertar a contratação de Roberto Carlos, a direção da TV Record definiu que a estreia do novo programa seria no domingo, dia 22 de agosto. E o que fez o supersticioso Roberto Carlos? Aceitou sem reclamar e na data marcada compareceu para comandar a estréia do musical. Se não aceitasse, a TV Record provavelmente contrataria outro cantor jovem para comandar o programa. Na época, isso seria mais fácil do que mudar a programação da TV Roberto Carlos sabia muito bem disso, e enfrentou o mês de agosto. Talvez, diante do sucesso do programa e do que ele representou para a sua carreira, fosse o caso de Roberto reconsiderar sua implicância com aquele mês.

"Não, não perdi. Minha fé continua, mas agora de uma forma muito mais realista", afirmou o artista numa entrevista coletiva, em 2004. E ele explicou que essa "fé realista" tem limites bem determinados, pois não acredita mais que a fé remova montanhas. "Ás vezes, é necessário contornar a montanha para chegar aonde você quer. É óbvio que estou falando de forma simbólica. A fé pode te dar muita força pra você subir a montanha ou dar a volta. Mas a fé não a remove, não. Esta é a minha forma realista de ver a fé hoje em dia. A fé pode dar muita força para você encarar as coisas, encarar os fatos, mas aquela fé de remover montanhas pra mim é uma ilusão.”

Na verdade, Roberto Carlos não era um talento evidente para quem o conheceu no início da carreira.
(...) Quando chegou ao Rio de Janeiro, não tinha nenhum contato, nenhum conhecido no meio, nenhum parente importante. Chegou para arriscar a sorte, e apenas com a fé e um violão, como ele mesmo diz na canção Aquela casa simples. Ele bateu à porta de várias gravadoras até se firmar na CBS. Ficou nove meses cantando na boate Plaza para uma platéia de executivos, críticos musicais, jornalistas, produtores, mas nenhum deles enxergou grandes qualidades artísticas em Roberto Carlos.
Naquela época, quando Roberto Carlos cantava bossa nova, imitava João Gilberto; quando cantava bolero, era comparado a Anísio Silva; e, no rock, a Elvis Presley. Enfim, para muita gente, Roberto não passava de uma cópia sofrível de cantores consagrados. Se naquela época aparecesse algum vidente e dissesse que aquele jovem cantor iria se tornar o mais popular cantor do Brasil e a voz brasileira mais ouvida no rádio em todos os tempos, seria tomado como louco.

Cada um desses episódios se tornou parte de sua história de vida, que por sua vez redundou, afinal, naquilo que ele é hoje.

Realmente, não existe ninguém mais apropriado do que Roberto Carlos para cantar os versos "se chorei ou se sorri/ o importante é que emoções eu vivi".

Contatos com o autor Paulo Cesar de Araújo:
mpbcultura@ibest.com.br

*Nota final do editor deste blog (Tom R.) : Roberto Carlos proibiu a venda deste livro. Acho um erro esperarmos que nossos ídolos acertem sempre. Eles são seres humanos como qualquer um de nós e, portanto, passíveis de cometer erros. Como todos nós, Roberto Carlos, ao longo de sua vida cometeu muitos erros e muitos acertos. Infelizmente, vetar esta obra maravilhosa foi um dos seus erros. Mas isso não apaga sua grande trajetória e seu grande trabalho em pró da música brasileira. Com essa sua atitude de proibir esta biografia, Roberto Carlos, sem querer, nos dá mais uma grande lição: A lição de que não se pode acertar sempre. Ás vezes, por mais admiráveis que sejamos, podemos cometer erros. ****************************************************************************** Inscreva-se em nossa NewsLetter e receba semanalmente a postagem de destaque de cada semana do nosso blog MAIS DE MIL FRASES DE EFEITO. Vídeos motivacionais, Sugestão de Filmes de Efeito, Sons de Efeito, Vídeos de Efeito, Frases de Efeito, Matérias de Efeito, resumos de livros de Auto-Ajuda e muito, muito mais.
Preencha a linha abaixo com seu e-mail e usufrua Já desta vantagem:
Coloque aqui seu e-mail:



My Great Web page

6 comentários:

*Tininha Canton* disse...

Já nasci ouvindo Roberto Carlos, Sou uma fã apaixonada por ele...Sempre assistia aos shows na tv, e até hoje, pra mim, ele é digno mesmo do título de REI, que lhe foi dado.
Se ele não autorizou a biografia, deve ter seus motivos.
Mas ele tem uma linda história, realmente.
Mas, como disse o Tom, nem sempre acertamos com as pessoas...

Nem mesmo Jesus Cristo agradou à todos, não é?
Mas, independente da atitude de RC não autorizar a biografia, ele será eternamente O REI Roberto Carlos. Meu ídolo.
Sempre.

Tininha Canton

Jefferson disse...

Parabéns por essa postagem!!! Sou fã de Roberto Carlos desde que me conheço por gente, conheço um pouco de sua história.
E também fiquei triste por ele ter proibido a venda do livro, mas, fazer o que, né?

WWW.professias comparadas mundiais disse...

CADA UM COM SEU CADA UM...ANONIMATO DE CERTAS PARTICULARIDADES DE SUA VIDA ELE MERECE TAMBEM! E AI ...NAO ABRIR MAO PARA OUTROS ESCREVEREM DELE O QUE MAIS QUIZEREM,,,,DEVASSAR DEMAIS ...BOM EXEMPLO DE PERCEVERANÇA.. E ATRAIR O BOM PRA NOS..ESSE TEMA DO ROBERTO....

Angel Artes disse...

Adorei a postagem, sou fã do Roberto Carlos,sinto saudades dos filmes também,muito linda a historia do nosso Rei Roberto Carlos que sempre foi meu único e verdadeiro ídolo,meu sonho é poder falar com ele um dia, as músicas do Roberto me traz grandes recordações tantas emoções...Angel.

Toninho disse...

Roberto Carlos "pisou na bola" ao tentar impedir o livro "Roberto Carlos Detalhes"...pois se Roberto podia lançar um livro melhor e nas musicas dele ele nao pagou direitos autorais de falar de outra pessoa.

Anônimo disse...

Eu acho que todo mundo tem o direito de guardar suas intimidades e sentimentos e ninguem pode violar esta privacidade, se ele quer que seja assim devemos respeitá-lo, parem de querer saber da vida dos outros e cuidem de suas.