sexta-feira

FLORAIS DE SAINT GERMAIN

FLORAIS DE SAINT GERMAIN
Neide Margonari
Uma seleção das melhores frases feita por Tom R. especialmente para o blog MAIS DE MIL FRASES DE EFEITO.
Se reproduzir este texto em algum outro veículo de comunicação, preserve os créditos acima.


Vivemos a aurora de um novo tempo em que surgem mais e mais novas formas de cura da alma e, conseqüentemente, do corpo físico. Diria melhor: um tempo de novos métodos expansores de consciência que estão em concordância com a necessidade do aprimoramento harmônico e evolutivo de nossa humanidade, para torná-la mais saudável, feliz, fraterna e espiritual.

O que apresento no trabalho que venho desenvolvendo junto à sintonização das flores é a revelação da ciência dos Raios Divinos. Esta nova ciência surge com a descoberta da atuação dos Raios nas essências florais extraídas de certas flores divinamente energizadas. Muitos usuários que foram agraciados pelos dons integradores e harmonizadores das essências florais me revelaram sentir como que tocados por um milagre em contato com suas sutis energias.

Energias-bênçãos e energias-graças que, por meio das essências florais, têm o poder de expandir nossa consciência, nos curar e nos alinhar ao nosso Eu Superior, transformando-nos em seres humanos mais sábios, conscientes, saudáveis e felizes.

Abundância (Plectranthus numularis)
Conecta-nos com a energia da abundância e da confiança na providência Divina. Neutraliza emoções negativas e conforta.
Curiosidade: A denominação nummularius, do nome científico em latim desta planta, quer dizer o banqueiro.

Algodão (Gossypium religiosum)
O floral Algodão trabalha a visão e a audição no nível da alma. Faz a limpeza, remove obstáculos (bloqueios) em nossa audição suprafísica. Refaz a conexão de nossa personalidade com nosso Eu Superior.
Na fitoterapia o Algodão é usado nas afecções do ouvido, combate algumas doenças de pele: espinhas, cravos, herpes, bouba (doença infecciosa causada pelo Treponema pertenue), cura feridas (também uso tópico), alivia dores de queimaduras. Combate enfermidades próprias da mulher: ausência de menstruação, menstruação dolorosa, hemorragia do pós-parto, inflamação do útero e do ovário. Provoca contrações uterinas nas retenções de placenta, devolvendo às paredes do útero suas funções naturais. É eficiente na expectoração com sangue, combate as hemorragias, favorece a digestão, é auxiliar nas afecções e no funcionamento das vias urinárias. Tem propriedades diuréticas, atua contra os catarros, desinteria, diarréia e enterite.

Allium (Allium)
   Combate toxinas intestinais. É usado contra loucura provocada por mordida de cachorro louco. Seu uso é eficiente nas gripes, resfriados, febres, tosses, bronquites, dor de ouvido, catarros bronquiais agudos e crônicos, deficiência de vitamina C, é anti-séptico. Coadjuvante nos tratamentos: afecções dos rins, da vesícula, do pâncreas, do fígado, distúrbios metabólicos, obesidade, degeneração dos vasos sangüíneos, abscessos, picadas de abelhas, areias e pedras na bexiga, diabetes, é depurativo do sangue, combate o ácido úrico, cálculos, cólera, difteria, malária, tifo, úlceras, úlceras purulentas, picadas de animais venenosos, combate a prisão de ventre, flatulência estomacal, varizes, é vermífugo e antiinflamatório. É útil uso externo e interno contra calos, verrugas, sarna, impingens, tinha e manchas da pele.

Aloe (Aloe vera)
   Na Fitoterapia é usado topicamente nas inflamações, nas queimaduras, nos eczemas e nas quedas de cabelo. Esta planta é cicatrizante, atua como resolutivo sobre tumores, é laxante, anti- séptica, auxiliar nas inflamações: dos olhos, do fígado e do estômago. É utilizada na prisão de ventre; como elixir do fígado, facilita a secreção biliar, combate oftalmias, auxiliar no tratamento dos orgãos genitais, como regulador menstrual.

Amygdalus (Amygdalus persica)
   Na Fitoterapia o pessegueiro é utilizado como calmante, nas dores dos olhos, nas menstruações dolorosas, nas hemorragias por ferimentos, gota, inflamações, atua beneficamente nas contusões e nas gangrenas, úlceras (principalmente intestinais), nevralgias, auxiliar no tratamento da coqueluche, auxiliar no tratamento da tuberculose pulmonar, herpes, dores reumáticas. Combate o vômito na gravidez, desperta o apetite (aneroxia) erupções cutâneas em geral, ativa a secreção biliar, combate a tosse, é regulador menstrual, auxiliar no tratamento dos orgãos genitais. É cicratizante, vermífugo, combate as hemorróidas, laxativo e diurético.

Arnica Silvestre (Solidago microglossa)
   É uma essência floral emergencial; indicada para as situações em que há o comprometimento dos corpos físico e suprafísicos, nos traumatismos, nas fortes contusões, nas torções e ferimentos. Indicada para o pré e pós-operatório. A essência floral Arnica Silvestre trabalha os ferimentos morais. É indicada para os que sofreram abusos, e aos que abusam na alimentação, nas bebidas e nas drogas.

Capim Luz (Panicum flavum)
  Trabalha a limpeza de traumas violentos causados por asfixia. São fortes traumas gravados no inconsciente, estados de desespero e pânico ocorridos em vidas passadas, registrados no corpo de memória (corpo etérico). Trabalha a emoção difícil de se acessar e regastar, atinge a complexidade. Esse processo traumático inconsciente se manifesta no corpo físico através das bronquites asmáticas.

Cidreira (Cymbopogum citratus)
  O floral Cidreira é indicado também para os que têm uma vida muito sobrecarregada, sentem uma constante sensação de que não vão conseguir dar conta dos seus afazeres e das suas obrigações; para os que estão vivendo situações de estresse. O bloqueio dessa energia pode causar a elevação da pressão sangüínea, por causa da retenção de líquido no organismo. O floral Cidreira vem curar a mente. Na Fitoterapia é usado como analgésico, combate dores em geral e o reumatismo.

Embaúba (Cecropia pachystachia)
 Trabalha as mágoas. Faz a limpeza dos sentimentos de angústia, ressentimento e injustiça devido profundas mágoas. Para as crianças, adolescentes e adultos que tiverem dificuldade de lidar com a situação de perda ou de rejeição. Para os que foram afastados de um dos pais na separação do casal, ou perda dos pais ou pessoas queridas por morte. Para os que se encontram em estado de estagnação em todos os aspectos de suas vidas: estudo, trabalho e afazeres.
Embaúba remove o bloqueio desta energia no chacra cardíaco, aciona a energia do estímulo da ação criativa natural. Traz elevação, ânimo, disposição, leveza e contentamento. Na farmacopéia a embaubeira é utilizada como cardiotônico, fortalece o músculo cardíaco, trabalha as afecções cardíacas, pressão alta, feridas, hemorragias

Erbum (Rhynchelytrum repens)
 Na medicina caseira esta gramínea é utilizada em forma de chá para limpar o açúcar no sangue (diabetes).
Útil nas fases de transição e de mudança. Para as futuras mamães. Para os novos começos. Essência floral nos ajuda transpor obstáculos sem medo de errar. Traz uma drástica elevação de consciência.

Ipê Roxo (Tabebuia impetiginosa)
  Traz a esperança dos sonhos realizados.
Esta essência floral Ipê Roxo + Aloe traz muita paz, conforto e esperança aos que têm câncer, e também às pessoas com neoplasias submetidos a radioterapia.

Leucantha (Bidens leucantha)
  Útil para dificuldade de engravidar, a maternidade imatura, para situações onde há o bloqueio da comunicação entre a mãe e a criança, para as crianças rebeldes e inseguras pela falta do elo de ligação com a mãe. Essa essência floral é útil para as futuras mamães, aciona e fortalece o vínculo maternal e filial. Para os que foram rejeitados pela mãe de alguma forma. Floral muito útil de ser usado nos estados de gravidez psicológica tanto pessoas quanto animais.
A essência floral Leucantha juntamente com outras, têm sido de muita utilidade na área veterinária, vem trazendo grandes benefícios aos animais em geral, que são retirados de suas mães muito cedo, principalmente os pássaros, gatos e cães.

Limão (Citrus aurantifolia)
  O poder terapêutico do limoeiro é enorme, é um poderoso depurativo do sangue, possui ação rápida na cura das gripes e dos resfriados; dissolve depósitos reumáticos e o ácido úrico, dissolve a formação de cálculos, mata bactérias, clareia a pele. O limão atua beneficamente em mais de cento e cinqüenta doenças, para se ter uma idéia, basta observar a relação de algumas enfermidades: acne, sardas, espinhas no rosto, hemorragias, acidez em geral, envenenamentos, distúrbios nervosos, insônia, epilepsia, esterilidade, astenia, bócio, caspa, herpes (alguns tipos), zumbidos, vermes intestinais, varíola, úlceras gástricas, psoríase, mau hálito, adenite, afonia, afta, amenorréia, amigdalite, analgenia, anemia, angina do peito, apoplexia, arteriosclerose, artritismo, cãibra, ciática, congestão geral, diabete, difteria, estomatite, faringite, febre, flebite, frieiras, furunculose, gengivite, gota, etc.

Melissa (Lippia alba)
  É indicada para os que perderam a capacidade de sorrir e de almejar a felicidade. Atua contra os sentimentos de desesperança, ansiedade e de tristeza. Na medicina caseira é utilizado como calmante relaxante, excelente nos distúrbios de origem nervosa, histerismo, hipocondria, nas afecções do aparelho digestivo, debilidade geral, dispepsia, desmaios, vertigens, epilepsia, flatulência e palpitação do coração.

Panicum (Panicum maximum)
   Trabalha a síndrome do pânico. São crises constantes de terror e desespero sem causa consciente.
A essência floral Panicum devolve às pessoas o total controle sobre suas vidas, ao mesmo tempo em que aponta a direção a seguir.

Saint Germain (Merremia macrocalyx)
 A essência floral Saint Germain traz a energia da luz, da lucidez e da paz. A sintonização e a feitura dessa essência floral se deu no dia em que se comemora a ascensão do diretor do Sétimo Raio e Regente da Era de Aquário, Saint Germain, primeiro de maio (feitura da sintonização do floral no ano de1996). Atua contra a depressão severa, fortalece o sistema imunológico e aumenta a capacidade intelectual nas pessoas. Essência floral muito útil aos portadores de HIV + Ipê Roxo + Arnica Silvestre.

Sorgo (Sorghum sorghum)
   Palavras chave - sinto um vazio interno e profunda carência afetiva. Trabalha o perdão. Para os que carregam um profundo sentimento de carência afetiva e vazio interno. Sentem muita dificuldade de conviver com seu par e de conviver em grupo, por carregarem o sentimento da separatividade, que é uma sensação de não pertencer a nenhum grupo, quer familiar, de trabalho ou social. Sorgo fornece à alma as energias: da integração, da associação, da entrega e da confiança. Floral indicado para as crianças que estão iniciando suas atividades grupais (escola, clube, esporte, etc). Sorgo pode ser usado na forma de spray em reuniões para harmonizar e direcionar a energia do grupo para o seu propósito essencial.

Boa Deusa (Erigeron bonarienses)
   Esta planta contém algumas propriedades medicinais: atua beneficamente nas afecções dos rins, é diurética e anti-hemorroidal. Combate os vermes e a diarréia. Trabalha nas deficiências da estrutura óssea, osteoporose.

Boa Sorte (Cordia verbenácea)
  Remove obstáculos para prosperar diante das dificuldades. Este floral contém energias de potente proteção. Essência floral que traz o despertar da prosperidade cósmica. Energia que faz o trabalho de atrair as riquezas da terra em sintonia com a Unidade do Cosmos.
Na Fitoterapia esta planta é usada para combater a artríte reumatóide, gota, dores musculares, dores na coluna, prostatites, nevralgias, inflamações em geral. Na medicina popular é usada para acelerar o processo de cicatrização.

Chapéu de Sol (Terminalia cappata)
  Para pessoas que são invejadas. Essência floral que vem nos proteger da energia da inveja emitida por pessoas que se sentem ameaçadas de ficar à sombra. Esta essência floral é muito útil aos que começam a se destacar. A energia do sentimento de inveja, que muitas vezes é emitida inconscientemente, é muito prejudicial à vítima.

Indica (Canna indica)
 Trabalha a ativação e o equilíbrio do chacra frontal (terceiro olho). Floral muito útil de ser utilizado quando vivemos certas situações em que pressentimos existir algo oculto e ameaçador por traz das aparências. Esta energia nos dá a resposta através da intuição ou através dos sonhos. Este floral nos revela o que já sabiamos inconscientemente.

Monterey (Cupressus monterey)
 Floral que programa a pessoa para se amar. Na medicina popular este cipreste é utilizado como um poderoso descongestionante das vias respiratórias superiores e inferiores. Tem propriedades diuréticas.

Flor Branca (Solanum s.p.)
  Esse floral apressa o processo de cicatrização. Na Fitoterapia é usado nas fissuras dos seios das lactantes. Na homeopatia esta planta é usada nos casos de angina e de lepra.

Jasmim Madagascar (Stephanotis floribunda)
Para os que viveram esta situação de total solidão e impotência.
Floral útil para pessoas que têm dificuldade de se comunicar com os outros por medo de falar.
Floral útil para as pessoas que se engasgam muito.

As formulas lançadas são formulações ESTOQUE ou seja concentradas e estão prontas para serem tomadas COMO DOSE ÚNICA, e assim facilitar a administração das mesmas.

SENDO a dose única: Um pouco de água (aproximadamente 30ml) + duas gotas da formulação selecionada. Tomar uma vez ao dia.

Somos uma biografia de vida, passamos por vivências boas e outras as vezes traumáticas que podem desestabilizar nosso padrão bioenergético.

Com as essências florais podemos restabelecer e transmutar estes padrões doentios, PRINCIPALMENTE quando a causa do distúrbio é EMOCIONAL.

As essências florais são naturais, não são medicamentos e não possuem contra indicação. Podem ser tomadas concomitantemente com outros tratamentos sejam alopáticos, homeopáticos ou terapias energéticas.

*nota do editor deste blog (Anderson Montreanjo.): A intenção desta postagem não era comercial. E continua não sendo. Apenas queríamos divulgar um método excelente e comprovado de cura. Por isso não se colocou inicialmente aqui referências comerciais de onde poderiam ser encontrados tais florais já que contávamos que o leitor encontraria por pesquisa própria tais referências. Mas diante de alguns comentários solicitando informações de onde se poderia comprar os florais, pesquisamos no Google e realmente não encontramos informações relevantes. Então resolvemos ampliar essa postagem com informações a esse respeito. Lembrando que essas informações foram extraídas do mesmo livro acima e podem estar desatualizadas.
Segue abaixo:
Santos
http://68.178.129.108/fsg_novo/imagens/bullet.gifSandra Regina L. Caroni
Rua Mato Grosso, 418 Boqueirão
CEP: 11055-010 Santos - SP
Tel/Fax:  (13) 32324104  (13) 32324104
Website:
E-mail: sanrelap@hotmail.com

SÃO PAULO
AMARILYS HOMEOPATIA - (Unidade MOEMA)
Av. Pavão, 989
CEP: São Paulo - SP
Tel/Fax:  (11) 5533-0516  (11) 5533-0516
Website:
E-mail: moema@amarilys.com.br


USA
Jose Joacir dos Santos
1312 California Street
CEP: CA 94109 San Francisco -
Tel/Fax: (1-415) 317-2762 /  415- 9817834  415- 9817834
Website: www.joacir.com
E-mail: jjoacir@yahoo.com



ONDE ENCONTRAR as FÓRMULAS compostas em São Paulo (algumas farmácias trabalham tanto com a linha humana quanto com a linha dos animais, vale a pena ligar antes para certificar/ Todas manipulam os Florais de Saint Germain):
Campo Belo- Interativa  11-50414836  11-50414836
Moema- Florallys  11-50512577  11-50512577
Moema- HN Cristiano  11-55330516  11-55330516
Morumbi- Farmacia Phytoshop  11-37726644  11-37726644
Perdizes – O Alquimista  11-38625342  11-38625342
Pinheiros- HN Cristiano  11-30822209  11-30822209
Santana- Energia Vital  11-25014510  11-25014510
Santana- HN Cristiano  11-29509034  11-29509034
Vila Mariana- HN Cristiano  11-55754328  11-55754328



E-mail
talita@fsg.com.br

Endereço
Rua Tomé de Sousa, 59 - Centro
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil
CEP: 09710-240
FAX (+55 11) 4330-1621

FONTE: http://www.fsg.com.br

DESPERTE O GIGANTE INTERIOR - Anthony Robbins

DESPERTE O GIGANTE INTERIOR
ANTHONY ROBBINS

Uma seleção das melhores frases feita por Tom R. especialmente para o blog MAIS DE MIL FRASES DE EFEITO.
Se reproduzir este texto em algum outro veículo de comunicação, preserve os créditos acima.

O foco concentrado é como um raio laser, capaz de cortar qualquer coisa que pareça estar detendo você. Quando focalizamos consistentemente nossos recursos no aperfeiçoamento de qualquer área, desenvolvemos características únicas nesse sentido. Uma razão por que tão poucos de nós conseguimos o que realmente desejamos é que nunca dirigimos o nosso foco; nunca concentramos nosso poder.

Toda a minha vida tem sido continuamente impulsionada por um foco único e irresistível: O que faz a diferença na qualidade de vida das pessoas? Como pessoas com um início humilde e antecedentes difíceis conseguem freqüentemente - e a despeito de tudo - criar vidas que nos inspiram? Inversamente, por que tantos nascidos em ambientes privilegiados, com todos os recursos para ter sucesso, terminam gordos, frustrados e muitas vezes dependentes de alguma droga química? O que faz da vida de algumas pessoas um exemplo, e da vida de outras uma advertência? Qual o segredo que cria vidas apaixonadas, felizes e agradáveis para tanta gente, enquanto que para outras pessoas só resta talvez perguntar: "Isto é tudo o que existe?"
       
Escrevi este livro por uma razão: para ser uma espécie de toque de despertar que desafie aqueles que estão comprometidos com a vida e em crescer, e usar o poder que lhes foi dado por Deus. Há idéias e estratégias neste livro que o ajudarão a produzir mudanças específicas, mensuráveis e duradouras em si próprio e nos outros.

Assim que você verdadeiramente se empenhar para que aconteça alguma coisa, o "como" vai aflorar por si mesmo.

As três decisões que controlam seu destino são:
1. Suas decisões sobre o que focalizar.
2. Suas decisões sobre o que as coisas significam para você.
3. Suas decisões sobre o que fazer para criar os resultados que deseja.

Não é o que está acontecendo agora ou o que lhe aconteceu no passado que determina quem você se torna. Ao contrário, são suas decisões sobre o que vai focalizar, o que as coisas significam para você, e o que vai fazer a respeito que determinarão seu supremo destino.

Mudando qualquer um desses cinco elementos - quer seja uma convicção básica ou uma regra, um valor, uma referência, uma pergunta ou um estado emocional -  você poderá produzir imediatamente uma mudança poderosa e concreta em sua vida.

Você deve saber que a qualquer momento uma decisão pode mudar o curso de sua vida para sempre: a pessoa que está atrás de você na fila, ou sentada ao seu lado no avião, o próximo telefonema que você dá ou recebe, o próximo filme, livro ou página que virar, qualquer uma dessas coisas poderá fazer com que as comportas se abram, e todas as coisas pela quais você esperava se encaixem nos respectivos lugares.
       
"Se você se aflige com qualquer coisa externa, o sofrimento não é causado pela coisa em si, mas por sua própria avaliação a respeito; e isso você tem o poder de revogar a qualquer momento."- MARCO AURÉLIO

A qualquer momento em que nos encontramos num estado emocional intenso, quando sentimos fortes sensações de dor ou prazer, qualquer coisa específica que ocorra de modo sistemático passará a ter um vínculo neurológico. Assim, no futuro, sempre que essa coisa específica acontecer de novo, o estado emocional voltará.
      
Provavelmente você já ouviu falar de Ivan Pavlov, um cientista russo que, ao final do século XIX, realizou experiência de reflexo condicionado. Sua experiência mais famosa foi aquela em que tocava uma campainha ao oferecer comida a um cachorro, assim estimulando-o a salivar, e ligando as sensações do animal ao som da campainha.
Depois de repetir o condicionamento muitas vezes, Pavlov descobriu que o simples toque da campainha fazia o cachorro salivar... mesmo que não lhe oferecesse comida.
O que Pavlov tem a ver com a Pepsi? Em primeiro lugar, a Pepsi usou Michael Jackson para nos levar a um estado emocional intensificado. Depois, nesse exato momento, mostrou o produto. As repetições contínuas criaram um vínculo emocional para milhões de fãs de Jackson. E a verdade é que Michael Jackson nem mesmo bebe Pepsi!

Por que as pessoas insistem em relacionamentos insatisfatórios, relutando em trabalhar à procura de soluções, ou encerrá-los e seguir em frente? É porque sabem que a mudança levará ao desconhecido, e a maioria das pessoas acredita que o desconhecido será muito mais doloroso do que tudo o que já experimentamos. É como dizem os antigos provérbios: "Melhor o diabo que você conhece do que o diabo que você desconhece." Ou: "Melhor um pássaro na mão do que dois voando." Essas convicções básicas nos impedem de efetuar as ações que poderiam mudar nossas vidas.
       
Duas mulheres completam setenta anos, mas cada uma assume uma visão diferente do fato. Uma "sabe" que sua vida se aproxima do fim. Para ela, sete décadas de existência significam que o corpo deve estar se deteriorando, e é melhor começar a encerrar todas as suas questões inacabadas. A outra conclui que a capacidade de uma pessoa em qualquer idade depende de sua convicção, e fixa um padrão mais elevado para si mesmo. Decide que escalar montanhas pode ser um bom esporte para se começar aos setenta anos. Durante os vinte e cinco anos seguintes, ela se devota a essa nova aventura, escalando alguns dos picos mais altos do mundo, até que hoje, na casa dos noventa anos, Hulda Crooks tornou-se a mulher mais velha a escalar o Monte Fuji.
Como se pode constatar, nunca é o ambiente; nunca são os eventos de nossas vidas, mas sim o significado que atribuímos aos eventos - como nós os interpretamos - o que molda quem somos hoje, e o que nos tornaremos amanhã. São as convicções que fazem a diferença entre uma vida inteira de alegre contribuição e uma existência de sofrimento e desolação.

Compreenda, acredite e confie que se mudar o significado de qualquer evento em sua mente, mudará imediatamente como se sente e o que faz, e assim mudará suas ações e transformará seu destino.

Lembre-se, nada na vida tem qualquer significado a não ser aquele que você mesmo concede.

Se quer que seu namorado, namorada, cônjuge, ou outra pessoa significativa o procure com mais frequência, acha que seria eficaz pressionar para esse contato? Quando a pessoa finalmente liga, você atende com declarações como “finalmente você se lembrou de que o telefone existe”! (...) 0 que você está fazendo, no fundo, é condicionar a pessoa a não ligar para você! Está causando dor pela própria coisa que tanto deseja. 0 que acontecerá em consequência? A dor ficará vinculada a telefonar para você e a pessoa passará a evitar isso.

Lembre-se que deve vincular prazer a qualquer comportamento que deseja que alguém repita.

No instante em que você, ou qualquer outra pessoa que queira reforçar, fizer algo certo, crie uma recompensa imediata. Reforce sistematicamente com o tipo de recompensa que você, ou a outra pessoa, mais deseja. Dê a si mesmo a recompensa emocional de tocar sua música predileta, sorrir, ou se ver alcançando seus objetivos. O condicionamento é fundamental. É assim que produzimos resultados consistentes. Mais uma vez, lembre-se de que qualquer padrão de comportamento emocional que for reforçado ou recompensado numa base sistemática se tornará condicionado e automático. Qualquer padrão que deixamos de reforçar acabará por se dissipar.

Em outras palavras, seu comportamento não é o resultado de sua capacidade, mas do estado em que se encontra no momento. Para mudar sua capacidade, mude seu estado. Para aproveitar os incontáveis recursos que existem dentro de você, ingresse num estado de aproveitamento e expectativa ativa... e observe os milagres ocorrerem!

Mas como podemos mudar nossos estados emocionais? Pense em seus estados como a operação de um aparelho de televisão. Para ter "cores firmes, com um som incrível",
é preciso ligar o aparelho. Ligar sua fisiologia é como dar ao aparelho a eletricidade de que precisa para operar. Se você não tem o essencial, não terá imagem, nem som, apenas uma tela vazia. Da mesma forma, se você não se ligar, usar todo o seu corpo, em suma, sua fisiologia, pode se descobrir incapaz de soletrar "sonho".

Se você se encontra no estado errado, não vai obter qualquer recepção, mesmo que tenha
as idéias certas.

Há dois meios primeiros, portanto, de mudar seu estado emocional: pela mudança da maneira como usa seu corpo físico, ou pela mudança do foco.

FISIOLOGIA: O PODER DO MOVIMENTO
Uma das distinções mais importantes que tenho feito, durante os dez últimos anos de minha vida, é simplesmente a seguinte: A emoção é criada pelo movimento. Tudo o que sentimos é o resultado da maneira como usamos nossos corpos. Até mesmo mudanças mínimas nas expressões faciais ou gestos mudarão a maneira como nos sentimos em qualquer momento determinado, e por conseguinte a maneira como avaliamos nossas vidas... a maneira como pensamos, e a maneira como agimos.

A partir do momento em que aprende a usar o corpo quando se encontra em determinados estados emocionais, você pode retornar a esses estados, ou evitá-los, pela simples mudança de sua fisiologia.
Desperte seu corpo; aprenda a pô-lo em estados agradáveis, não importa o que possa ter acontecido.

É importante para nós lembrar que a maneira como representamos as coisas na mente
vai determinar como sentimos.

UMA QUESTÃO DE FOCO
Se você marcou uma reunião de negócios, e alguém não chega na hora, a maneira como se sente baseia-se rigorosamente no que focaliza. Representa em sua mente que a pessoa não apareceu na hora marcada porque não se importa, ou interpreta o fato como algum problema grave e inesperado que surgiu? Qualquer que seja, o foco vai com certeza afetar suas emoções.

A maneira mais poderosa de controlar o foco é através do uso de perguntas. Pois a qualquer coisa que você perguntar, seu cérebro oferecerá uma resposta; e qualquer coisa que procurar, haverá de encontrar.

As perguntas constituem um instrumento tão poderoso para mudar sua vida que reservei o capítulo seguinte para falar exclusivamente a respeito. São um dos meios mais poderosos e simples para mudar a maneira como você se sente em relação a praticamente qualquer coisa, e assim mudar o rumo de sua vida, de um momento para outro. As perguntas proporcionam a chave para abrir nosso potencial ilimitado.

Nossa capacidade de mudar a maneira como sentimos depende da capacidade de mudar as Submodalidades. Devemos aprender a assumir o controle dos vários elementos com que representamos as experiências, e mudá-los de uma maneira que apóie os resultados desejados. Por exemplo, você já se descobriu a dizer que precisa ficar "à distância" de um problema? Se isso já aconteceu, eu gostaria que tentasse uma coisa. Pense numa situação que o esteja desafiando no momento. Faça uma imagem em sua mente, depois pense que está empurrando essa imagem para mais e mais longe. Paire por cima, contemple o problema lá embaixo, com uma nova perspectiva. O que acontece com a sua intensidade emocional? Para a maioria das pessoas, diminui. E se a imagem se torna mais indistinta e menor? Agora, pegue a imagem do problema e torne-a maior, mais nítida, e mais próxima. Para a maioria das pessoas, isso a intensifica. Empurre a imagem para trás, observe o sol a derretê-la. Uma mudança simples em qualquer um desses elementos é como mudar os ingredientes numa receita. Vão com certeza alterar o que você experimenta no corpo.
Lembre-se: a maneira como você se sente em relação às coisas é instantaneamente alterada por uma alteração nas submodalidades. Por exemplo, pense em algo que aconteceu ontem. Apenas por um instante, imagine essa experiência. Tire a imagem da memória, e ejete-a para trás de você. Pouco a pouco, empurre-a para trás, até e fique a quilômetros de distância, pequena, apenas um ponto vago na escuridão. A impressão é de que aconteceu ontem, ou há muito tempo? Se a lembrança é agradável, traga-a de volta. Caso contrário, deixe-a lá atrás! Quem precisa focalizar uma lembrança assim?

Você também teve algumas experiências maravilhosas em sua vida. Pense numa agora, uma
experiência que tenha acontecido há muito tempo. Recorde as imagens dessa experiência. Traga-as do fundo da memória; ponha-as na sua frente. Faça com que sejam grandes, nítidas, coloridas; torne-as tridimensionais. Entre no corpo que tinha na ocasião, e sinta a experiência neste momento como estivesse lá. Parece que aconteceu há muito tempo, ou é algo que desfruta agora? Como pode perceber, até sua experiência de passado pode ser mudada pela mudança das submodalidades.

MUDE SEUS ESTADOS, E MUDE SUA VIDA
Você pode agora mudar seu estado de muitas maneiras, e todas são bem simples. Pode mudar sua fisiologia imediatamente, apenas mudando a respiração. Pode mudar o foco ao determinar o que focalizar, ou a ordem das coisas que focaliza, ou como focaliza. Pode mudar suas submodalidades.

O segredo na vida é ter tantos meios de orientá-la que se torna uma arte. O problema da maioria das pessoas e dispor apenas de uns poucos meios de mudar seu estado:
comem demais, bebem demais, dormem demais, fumam, ou consomem drogas - nada disso nos fortalece, e tudo pode ter conseqüências desastrosas e trágicas.

A viagem para a queda fatal começa quando você não controla estados, porque, se não controla seus estados, não é capaz de controlar seu comportamento.

Você tem de compreender que deve assumir o controle consciente da orientação de sua própria mente. Tem de fazê-lo de forma deliberada; caso contrário, ficará à mercê de qualquer coisa que acontecer ao seu redor. A primeira habilidade que deve dominar é a capacidade de mudar seu estado instantaneamente, não importa qual seja o ambiente, não importa quão assustado ou frustrado esteja. É uma das habilidades básicas que as pessoas desenvolvem em meus seminários.

Mais uma vez, todas as suas emoções não passam de tempestades bioquímicas em seu cérebro, e você pode controlá-las a qualquer momento que quiser. Pode sentir o êxtase agora, ou pode sentir dor ou depressão - tudo depende de você. Não precisa de drogas ou qualquer outra coisa externa para conseguir isso.

Se é o seu foco que precisa ser alterado, há um instrumento incrível que pode mudá-lo num instante. Você deve saber que...
AS PERGUNTAS SÃO A RESPOSTA

Portanto, se queremos mudar a qualidade de nossas vidas, devemos mudar nossas perguntas habituais. Essas perguntas dirigem nosso foco, e assim como pensamos e sentimos.

Constatei que a principal diferença entre as pessoas que pareciam ser bem-sucedidas - em qualquer área e as que não alcançavam o sucesso era o fato de que as pessoas bem-sucedidas faziam melhores perguntas, e assim obtinham melhores respostas.

Perguntas de qualidade criam uma vida de qualidade. Você precisa gravar essa idéia no cérebro, porque é tão importante quanto qualquer outra coisa que aprenderá neste livro.

Se você quer ter acesso aos arquivos de informações valiosas num computador, deve compreender como recuperar os dados, usando os comandos apropriados. Da mesma forma, o que lhe permite obter qualquer coisa que quiser do seu banco de dados pessoal é o poder de comando de fazer perguntas.

As pessoas poderiam mudar como se sentem de um momento para outro? Pode apostar que sim... basta mudar seu foco mental.
E qual é o meio mais rápido de mudar o foco? Basta fazer uma pergunta. É mais do que provável que tais pessoas se sintam deprimidas apenas porque se fazem perguntas enfraquecedoras numa base regular, perguntas como: "De que adianta? Por que sequer tentar, já que as coisas parecem que nunca dão certo? Por que logo eu, meu Deus?" Lembre-se: peça e receberá. Se fizer uma pergunta terrível, terá uma resposta terrível. Seu computador mental está sempre pronto a servi-lo, e a qualquer pergunta que lhe fizer pode estar certo de que obterá uma resposta. Portanto, se você pergunta "Por que nunca consigo ter sucesso?", o cérebro vai responder... mesmo que tenha de inventar alguma coisa! Pode dar uma resposta como "Porque você é idiota", ou "Porque você não merece se sair bem".

As perguntas determinam tudo o que você faz na vida, de suas habilidades aos relacionamentos e rendimentos. Por exemplo, muitas pessoas não conseguem manter um relacionamento porque insistem em fazer perguntas que criam dúvidas: "E se houver alguém melhor do que eu? E se eu assumir um compromisso agora e depois sofrer?" Mas que perguntas enfraquecedoras!

Lembre-se: não são apenas as perguntas que você faz, mas também as que deixa de fazer, que moldam seu destino.

As perguntas são indubitavelmente um instrumento mágico que permite ao gênio em nossas mentes atender a nossos desejos; são o toque de despertar de nossa capacidade de gigante. Permitem-nos realizar nossos desejos, se ao menos as formularmos na forma de um pedido específico e definido. Uma genuína qualidade de vida deriva de perguntas de qualidade e consistentes. Lembre-se de que seu cérebro, como o gênio, lhe dará tudo o que pedir. Portanto, tome cuidado com o que pede - tudo o que procura, acabará encontrando.

Lembre-se de que os padrões de perguntas que você formula sistematicamente criarão irritação ou contentamento, indignação ou inspiração, angústia ou magia. Faça as perguntas que animarão seu espírito, e siga pelo caminho da excelência humana.

As perguntas mudam imediatamente o que focalizamos, e em conseqüência como sentimos. Se você insiste em se perguntar "Como eu posso estar tão deprimido?", ou "Por que ninguém gosta de mim?", vai focalizar, procurar e encontrar referências para sustentar a idéia de que há um motivo para você se sentir deprimido e desamado. Em decorrência, você permanecerá nesses estados estéreis. Se, em vez disso, perguntar "Como posso mudar meu estado, a fim de me sentir feliz e ser mais amado?", vai focalizar soluções.

Há uma grande diferença entre uma afirmação e uma pergunta. Quando você diz para si mesmo "Eu sou feliz; eu sou feliz; eu sou feliz", isso pode levá-lo a se sentir feliz, se produzir bastante intensidade emocional, mudar sua fisiologia, e por conseguinte seu estado. Na realidade, você pode fazer afirmações durante o dia inteiro e não conseguir mudar como se sente. O que realmente mudará a maneira como se sente é perguntar. “Com o que sou feliz agora? Com o que poderia me sentir feliz, se quisesse?” Se você continuar a fazer perguntas assim, encontrará referências concretas, que o levarão a começar a focalizar as razões que existem  de fato para que se sinta feliz. Terá certeza que é feliz.
Em vez de apenas "animá-lo", as perguntas proporcionam razões concretas para sentir a emoção.

Se você faz perguntas como "Quais são as lembranças mais apreciadas?", ou "O que é realmente maravilhoso em minha vida neste momento?", e se for capaz de pensar a sério na pergunta, começará a pensar nas experiências que o fazem se sentir fenomenal. E nesse
estado emocional fenomenal, você não apenas se sentirá melhor, mas também será capaz de contribuir mais para as pessoas ao seu redor.

Aprender a fazer perguntas fortalecedoras em momentos de crise é uma habilidade fundamental, que me sustentou em alguns dos momentos mais difíceis de minha vida.

Se você se sente triste, só há um motivo: é porque está suprimindo todas as razões que pode ter para se sentir bem. E se você se sente bem, é porque está suprimindo todas as coisas ruins que poderia estar focalizando. Assim, quando faz uma pergunta a alguém, você muda o que a pessoa focaliza, e o que está suprimindo.

As perguntas são o laser da percepção humana. Concentram nosso foco, e determinam o que fazemos e o que sentimos.

Em qualquer ocasião, as perguntas que nos formulamos podem moldar nossa percepção
de quem somos, do que somos capazes, e do que estamos dispostos a fazer para realizar nossos sonhos. Aprender a controlar conscientemente as perguntas que você faz o aproximará ainda mais do seu supremo destino, mais do que qualquer outra coisa que eu conheça. Muitas vezes nossos recursos são limitados apenas pelas perguntas que nos fazemos.

Tudo o que precisamos fazer é criar uma pergunta melhor, e assim teremos uma resposta melhor.

Uma metáfora que uso às vezes é a de que a vida não passa de um jogo em que todas as respostas existem... você só precisa encontrar as perguntas certas para vencer.

A questão não é se você vai ter problemas, mas sim como vai enfrentá-los quando surgirem.

Devemos ser muito cuidadosos na aceitação dos rótulos dos outros, porque assim que atribuímos um rótulo a uma coisa, criamos uma emoção correspondente. Em nenhuma
outra área isso é tão verdade quanto nas doenças. Tudo o que já estudei no campo da psiconeuroimunologia reforça a idéia de que as palavras que usamos produzem poderosos
efeitos bioquímicos. Numa entrevista com Norman Cousins, ele me falou sobre o trabalho que realizara nos últimos doze anos com mais de dois mil pacientes. Muitas vezes ele constatou que no momento em que um paciente era diagnosticado -ou seja, tinha um rótulo atribuído a seus sintomas - seu estado se agravava. Rótulos como "câncer", "esclerose múltipla" e "doença cardíaca" tendiam a produzir pânico nos pacientes, levando-os ao desamparo e depressão, que acarretavam uma deterioração da eficácia do sistema imunológico do corpo.

Como já sabemos, tudo o que fazemos baseia-se no estado em que nos encontramos, e nosso estado é determinado pela fisiologia e a maneira como representamos as coisas na mente.

Muitas vezes, quando as coisas se tornam desoladoras, as pessoas pensam: "Isso vai durar para sempre." Em vez disso, eu digo: A vida tem suas estações, e estou no inverno agora." O melhor de tudo, se você adotar essa metáfora: o que sempre se segue ao inverno? A primavera! O sol aparece, você não se sente mais congelado, e de repente pode plantar novas sementes.

Torne-se um "detetive das metáforas". Sempre que ouvir alguém usar uma metáfora que acarreta limitações, trate de interferir, rompa seu padrão, e ofereça uma nova.

Muitas disciplinas terapêuticas começam com a pressuposição equivocada de que as emoções são nossas inimigas (...) A verdade é que podemos passar do choro ao riso num instante, se o padrão de nosso foco mental e fisiologia for interrompido com força suficiente.

As emoções que você outrora considerava negativas são apenas um chamado à ação. Na verdade, em vez de chamá-las de emoções negativas, daqui por diante, neste capítulo, diremos que são Sinais de Ação. A partir do momento em que você estiver familiarizado com cada sinal e sua mensagem, as emoções deixam de ser suas inimigas, tornam-se aliadas.

Mas qual é a fonte das emoções? Você é a fonte de todas as suas emoções, é você quem as cria. Muitas pessoas acham que devem esperar por determinadas experiências, a fim de sentirem as emoções que desejam. Por exemplo, não se concedem permissão para se sentirem amadas, confiantes ou felizes, a menos que seja atendido conjunto específico de expectativas. Estou aqui para lhe dizer que você pode sentir qualquer coisa que quiser, em qualquer momento.

Estamos sempre esperando que apareça a pessoa certa, ou a situação certa, antes de nos sentirmos bem. Mas quem determina se é a pessoa ou situação certa? Quando você se sente bem, quem o está fazendo se sentir bem? Você mesmo! Mas tem uma regra que diz que deve esperar até que A, B ou C ocorra, antes de se permitir sentir bem. Por que esperar? Por que não estipular uma regra de que vai se sentir maravilhoso sempre que ouvir o apito de um trem? A boa notícia é que o apito do trem provavelmente é mais consistente e previsível do que a pessoa por cujo aparecimento você espera para se sentir bem!

O que você vem fazendo não produz o resultado que deseja, e deve mudar de curso. Lembre-se de que suas percepções são controladas pelo que focaliza, e pelos significados que interpreta das coisas. E você pode mudar sua percepção num instante, apenas pela mudança da maneira como usa sua fisiologia, ou se fazendo uma pergunta melhor.

Optar por ser flexível é optar por ser feliz.

Ao longo de sua vida, haverá ocasiões em que surgirão coisas que não será capaz de controlar, e a capacidade de ser flexível em suas regras, no significado que atribui  as coisas e em suas ações determinará o sucesso ou fracasso a longo prazo, para não mencionar seu nível de alegria pessoal. O junco que se curva sobreviverá ao vento de tempestade, enquanto o poderoso carvalho vai se partir.

Não é apenas alcançar um objetivo que importa, mas também a qualidade de vida que você experimenta ao longo do caminho.

Ás vezes precisamos confiar que nossos desapontamentos podem ser na verdade oportunidades disfarçadas.

Quero lhe fazer uma pergunta antes de continuarmos. O que tem de acontecer para você se sentir bem? Precisa que alguém o abrace, beije, faça amor com você, diga o quanto o respeita e aprecia? Deve ganhar um milhão de dólares? Tem de se tornar um exímio golfista? Tem de ser reconhecido por seu chefe? Tem de alcançar todos os seus objetivos? Tem de guiar o carro certo, ir às festas certas, ser conhecido pelas pessoas certas? Tem de ser espiritualmente evoluído, ou esperar até atingir o esclarecimento total? Tem de correr oito quilômetros por dia? O que realmente precisa acontecer para você se sentir bem?
A verdade é que nada tem de acontecer para que você se sinta bem. Não precisa de um eclipse para se sentir bem. Pode se sentir bem neste momento, sem precisar absolutamente
de nenhuma razão! Pense a respeito. Se você ganha um milhão de dólares, o dinheiro não lhe proporciona nenhum prazer. É sua regra que diz: “Quando alcançar essa marca, então darei a mim mesmo permissão para me sentir bem.” Nesse momento, quando decide se sentir bem, você envia uma mensagem ao cérebro para mudar as reações nos músculos do rosto, peito e resto do corpo, para mudar sua respiração, e mudar a bioquímica do sistema nervoso, o que o leva a experimentar as sensações que chama de prazer.

Pode decidir que a felicidade tem prioridade, mas se sua regra para a felicidade é a de que tudo deve acontecer como planejou, garanto que não vai experimentar esse valor numa base sistemática. A vida é um evento variável, e por isso nossas regras devem ser organizadas de maneira a permitir a adaptação, crescimento e satisfação.

As regras são o gatilho para qualquer dor ou prazer que você sente no sistema nervoso, em qualquer momento.
E como se tivéssemos um sistema judiciário em miniatura dentro do cérebro. Nossas regras pessoais são o supremo juiz e júri. Determinam se um certo valor é atendido ou não, se vamos nos sentir bem ou mal, se traremos a nós mesmos dor ou prazer.

No dia em que descobri as regras, comecei a compreender a fontes de dor e prazer em nossas experiência. Compreendi que as regras são o mecanismo que dispara a emoção humana, e passei a avaliar como podia usar as regras de maneira mais eficaz.

Como já mencionei antes, logo tornou-se evidente para mim que a maioria das pessoas está sintonizada para a dor. Suas regras fazem com que seja muito difícil se sentir bem, e muito fácil se sentir mal.

Cada pessoa ao seu redor tem regras e valores diferentes dos seus, e não são melhores nem piores. A questão fundamental não é se as regras são certas ou erradas, mas sim se o fortalecem ou enfraquecem. Na verdade... Pense sobre a última vez em que você ficou transtornado com alguém. Foi realmente com a pessoa, ou por causa de alguma coisa que ela fez, disse, ou deixou de fazer?
Irritou-se com a pessoa, ou irritou-se porque ela violou uma de suas regras? Por trás de cada transtorno emocional que você já teve com outro ser humano há um transtorno de regras. Alguém fez alguma coisa, ou deixou de fazer, e isso violou suas convicções sobre o que a pessoa deve ou tem de fazer.

CADA TRANSTORNO É UM TRANSTORNO DE REGRAS

As regras determinam tudo - para onde vamos, o que usamos, quem somos, o que é aceitável para nós, o que é inaceitável, quem temos como amigos, e se somos felizes ou tristes, em praticamente qualquer situação.

Portanto, se você se sente zangado ou transtornado com alguém, convença-se de que são as suas próprias regras que o estão transtornando, não o comportamento da outra pessoa. Isso o ajudará a parar de culpá-la.

Qualquer relacionamento - profissional ou pessoal - pode ser transformado num instante pela definição das regras e por um acordo a respeito. Afinal, como você espera ganhar um jogo se nem mesmo conhece as regras?

A qualquer momento que uma regra atrapalhar, a pergunta que precisamos fazer é a seguinte: "O que é mais importante, meu relacionamento ou minhas regras?"

Se nos sentimos magoados por alguém, tendemos a recordar todas as outras experiências em que essa pessoa nos magoou, em vez de mudar o estado pela recordação do que a pessoa realmente sente por nós, pela recordação das ocasiões em que demonstrou todo o seu amor.

Temos referências suficientes dentro de nós para apoiar qualquer idéia que quisermos: de que somos confiantes ou fracos, altruístas ou egoístas.

Você possui suprimento inesgotável de referências, que podem ser projetadas do modo como desejar. E aumenta esse suprimento a cada dia. Uma medida importante da
inteligência de uma pessoa é a maneira pela qual usa seu tecido de referências. Faz uma cortina para se esconder por trás, ou recorta um tapete mágico que o levará a alturas incomparáveis? Escava conscientemente as experiências de sua vida, e desenterra as lembranças que mais o fortalecem numa base sistemática?

Provavelmente uma das coisas mais valiosas que as referências podem fazer por nós é proporcionar um sentimento de certeza. Sem as referências, levaríamos a vida em medo e dúvida; não seríamos capazes de funcionar.

Perguntarei outra vez: Como você usa suas referências? Interpreta-as conscientemente por meios que o fortalecem, por meios que apóiam a realização de seus objetivos?

Você nem mesmo está limitado às suas experiências pessoais como referências. Pode tomar emprestadas as referências de outras pessoas. Ainda jovem, optei por focalizar aqueles que tiveram êxito e contribuíram, e causavam um grande impacto na vida das pessoas. Dediquei-me a ler biografias de pessoas vitoriosas, e aprendi que, independente de suas origens ou condições, quando se apegavam a seu senso de certeza, e contribuíam de uma forma sistemática, o sucesso acabava chegando.

Determine um antídoto para cada emoção negativa, e empregue um dos instrumentos apropriados para reagir ao Sinal de Ação. Precisa mudar as palavras que usa para
descrever essa experiência? Precisa mudar o que acredita sobre esse estado emocional? Precisa fazer a si mesmo uma nova pergunta? Trate de focalizar sistematicamente as soluções, em vez dos problemas.

A fim de evitar que as coisas aumentem de forma desproporcional, use o Vocabulário Transformacional. Fale em termos de preferências: em vez de dizer "Não suporto quando você faz isso!", diga "Eu preferia que fizesse 'isso".

DESTINO FINANCEIRO: PEQUENOS PASSOS PARA UMA PEQUENA (OU GRANDE) FORTUNA

O que é realmente o dinheiro? É o fazedor de sonhos, ou a raiz de todos os males? É um instrumento ou uma arma? Uma fonte de liberdade, poder, segurança? Ou apenas um meio para um fim?
Você e eu sabemos, intelectualmente, que o dinheiro é apenas um meio de troca. Permite-nos simplificar o processo de criar, transferir e partilhar valor dentro de uma sociedade. É uma conveniência que criamos juntos para nos permitir a liberdade de nos especializarmos no trabalho de nossa vida, sem ter de nos preocuparmos se os outros acharão que nosso trabalho vale uma troca.

Muitas pessoas cometem o erro de pensar que todos os desafios em suas vidas acabariam se tivessem dinheiro suficiente. Nada pode estar mais longe da verdade. Ganhar mais dinheiro, por si só, raramente liberta as pessoas. É também ridículo dizer a si mesmo que uma liberdade financeira maior e o controle de suas finanças não lhe ofereceria maiores oportunidades para se expandir, partilhar e criar valor, para si mesmo e para os outros.

O motivo mais comum para a maioria das pessoas não alcançar o sucesso financeiro
é ter associações mistas sobre o que seria preciso para ganhar mais dinheiro, e também sobre o que significaria ter um excesso de dinheiro, isto é, dinheiro além
do que seria necessário para sustentar seu atual estilo de vida.

Dizemos a nós mesmos que o dinheiro nos proporcionará liberdade, uma possibilidade de dar às pessoas que amamos, uma oportunidade de fazer todas as coisas com que sempre
sonhamos, uma chance de liberar nosso tempo. Ao mesmo tempo, porém, podemos acreditar que, para acumular uma abundância de dinheiro, teríamos de trabalhar tanto
e consumir tanto tempo a mais que provavelmente já teríamos nos tornado velhos e cansados quando chegasse o momento de desfrutá-lo. Ou podemos acreditar que se temos um excesso de dinheiro não seremos espirituais, ou seremos julgados, ou alguém vai nos enganar para tirar tudo; então por que tentar?

Essas associações negativas não se limitam a nós mesmos. Algumas se ressentem contra alguém que está obtendo sucesso financeiro, e muitas vezes presumem que se ganhou
muito dinheiro foi porque deve ter feito algo para se aproveitar dos outros. Se você se
descobre ressentido contra alguém que ganhou dinheiro, que mensagem isso transmite para o seu cérebro? Provavelmente é algo assim: "Ter dinheiro em excesso é ruim."
Se você acalenta esses sentimentos por outros, está ensinando à sua mente, de uma forma subconsciente, que ganhar dinheiro o tornaria "mau". Ao se ressentir do sucesso dos outros, você se condiciona a evitar a própria abundância financeira que precisa e deseja.

Portanto, a primeira tarefa que eu lhe daria, para assumir o controle de seu mundo financeiro, seria utilizar a tecnologia do NAC (Condicionamento Neuroassociativo) para se condicionar ao sucesso financeiro. Torne-se claramente associado a todas as coisas maravilhosas que poderia fazer por sua família e a paz de espírito que sentiria se tivesse uma verdadeira abundância econômica.

A terceira grande convicção que impede as pessoas de obter sucesso financeiro, além de criar uma tremenda tensão, é o conceito de escassez. A maioria das pessoas acredita que vive num mundo em que tudo é limitado: há apenas tanta terra disponível, tanto petróleo, tantas casas de qualidade, tantas oportunidades, tanto tempo.
Com essa filosofia de vida, para você ganhar, alguém tem de perder. É um jogo de azar.

O segundo fundamento é manter sua riqueza. Depois que você conta com uma estratégia eficaz para acumular riqueza, para ganhar muito dinheiro, como manter a riqueza?
Ao contrário da opinião popular, não se pode manter a riqueza simplesmente por continuar a ganhar mais dinheiro. Todos já ouvimos falar de pessoas famosas que ganharam fortunas e as perderam da noite para o dia: os atletas cujo talento lhes permitiu ganhar vultosas quantias, mas que criaram estilos de vida que esgotaram os recursos no momento em que os rendimentos mudaram. Quando os rendimentos baixaram, eles tinham demandas tão grandes que acabaram perdendo tudo.

Só há um meio para manter sua riqueza, e é muito simples: gaste menos do que você ganha, e invista a diferença. Pode não ser um princípio dos mais atraentes, mas é com certeza o único meio de garantir a riqueza a longo prazo. O que nunca deixa de me espantar, porém, é constatar que não importa o quanto as pessoas ganhem, sempre parecem encontrar uma maneira de gastar tudo.

O único meio possível de acumular riqueza é determinar uma porcentagem específica dos seus ganhos para investir todos os anos, como uma prioridade. Muitas pessoas sabem disso; sempre ouvimos falar sobre as virtudes de poupar um mínimo de dez por cento e investir. Mas bem poucas pessoas fazem isso... e, o que é muito interessante, bem poucas pessoas são ricas!

 A melhor maneira de garantir a manutenção de sua riqueza é tirar dez por cento de seus rendimentos e investir na hora em que recebe o dinheiro.

Seja inteligente: gaste menos do que você ganha, e assim manterá sua riqueza.

As pessoas que obtêm o sucesso financeiro são as que separam uma determinada porcentagem de seu dinheiro, investem e continuam a reinvestir os lucros, até alcançarem uma fonte de rendimentos que é bastante grande para atender a todas as suas necessidades, sem precisar continuar a trabalhar.

Você e eu sabemos que devemos encontrar um meio de partilhar seu impacto positivo com as pessoas de quem gostamos, ou o dinheiro não terá valor.

Posso lhe assegurar que, se não vincular um certo nível de prazer a criar valor e ganhar dinheiro, nunca conseguirá mantê-lo a longo prazo. A maioria das pessoas espera até acumular uma certa quantidade de dinheiro antes de começar a se divertir. É um grande meio de ensinar o cérebro a vincular dor à criação de riqueza. Em vez disso, trate de se recompensar emocionalmente ao longo do caminho. Precisa de vez em quando conceder a si mesmo uma "sorte grande", presenteando-se com uma surpresa financeira, a fim de que o cérebro aprenda que ganhar dinheiro é uma coisa agradável e compensadora.

Lembre-se de que todos os comportamentos podem ser mudados pela mudança de convicções, valores, regras e identidade.

Há muitos meios simples de fazer uma diferença. Não precisamos sair e salvar a vida de alguém. Mas talvez fazer as pessoas sorrirem seja salvar suas vidas, ou pelo menos levá-las a desfrutar a vida que já têm. Quais são alguns outros meios simples pelos quais você poderia fazer uma diferença hoje? Ao voltar do trabalho, não poderia entrar num asilo de idosos, e iniciar uma conversa? Como eles se sentiriam se você perguntasse "Quais são algumas das lições mais importantes que aprenderam em suas vidas?" Aposto que eles teriam muito o que contar! E se você parasse no hospital da comunidade, visitasse um doente e ajudasse a animar sua tarde? Mesmo que nada fizesse além de escutar a pessoa, já seria um herói.

Nada nos proporciona um senso maior de satisfação pessoal do que a contribuição. Dar com altruísmo é a fundação da realização.

A vida é um equilíbrio entre dar e receber, entre cuidar de si mesmo e cuidar dos outros. Dê uma parte de seu tempo, capital e energia aos que precisam... mas também se disponha a dar a si mesmo. E faça isso com alegria, sem sentimento de culpa. Você não precisa arcar com o peso do mundo em seus ombros.

Algumas pessoas tentam conservar suas energias para poderem viver mais. Não sei o que você pensa, mas eu estou convencido de que o mais importante não é por quanto tempo vivemos, mas sim como vivemos.

Creio que uma das maiores dádivas que o Criador nos deu é a da expectativa e suspense.
Como a vida seria tediosa se soubéssemos de antemão tudo o que vai acontecer!
A verdade é que nunca sabemos o que vai acontecer em seguida na vida! Nos próximos momentos, pode acontecer alguma coisa capaz de mudar todo o rumo e qualidade de sua vida num instante.
Devemos aprender a amar a mudança, pois é a única coisa certa.

ENQUANTO O AMOR NÃO VEM

ENQUANTO O AMOR NÃO VEM
Iyanla Vanzant


Uma seleção das melhores frases feita por Tom R. especialmente para o blog MAIS DE MIL FRASES DE EFEITO.
Se reproduzir este texto em algum outro veículo de comunicação, preserve os créditos acima.


Agradecimentos
Oh, Deus! Como és bom! Tu me guiaste por um caminho muito, muito
longo. Sou extremamente grata por isso! Também sou grata pelos anjos
visíveis e invisíveis que mandaste para me guiarem, protegerem, encorajarem
e apoiarem.

E gostaria de agradecer humildemente ao meu Eu por estar disposto
a enfrentar o medo, a negação, a confusão e a raiva que foram exigidas para
que eu pudesse descobrir por que tinha que escrever este livro.

Começa A Jornada
Haverá um momento em sua vida em que o amor vai chegar. Antes disso, você terá feito tudo o que podia, tentado tudo o que podia, sofrido o quanto podia e desistido muitas vezes. Mas com a mesma certeza com que você está lendo esta página, posso lhe garantir que esse dia virá. Nesse meio tempo,este livro vai lhe contar muitas histórias e lhe ensinar algumas coisas que você pode fazer para se preparar para o dia mais feliz de sua vida: o dia em que experimentar o amor verdadeiro.

O que você faz enquanto o amor não vem?

O amor é uma coisa engraçada. Ele nos encontra nas circunstâncias mais incomuns, no momento mais improvável. O amor cai de surpresa em cima de você, joga os braços em sua volta e transforma toda a sua existência. Infelizmente, a maioria de nós não reconhece a experiência ou entende o impacto quando está acontecendo. Talvez porque o amor raramente surja nos lugares em que esperamos ou tenha a aparência que imaginamos.

Com dezesseis anos, pensei que realmente havia encontrado o amor.
Em vez disso, fiquei grávida e fui deixada sozinha para cuidar de uma
criança. Com dezenove, eu sabia que havia encontrado o amor, portanto
casei-me com ele. Errada de novo! Aos vinte e um, o amor me telefonou, saiu
comigo três vezes e se mudou para a minha casa. Foi aí que houve um salto
no meu aprendizado. Durante esse processo as coisas foram se tornando
muito, muito claras. Ficou claro que tudo o que eu pensava sobre o amor
não tinha nada a ver com ele. Percebi que não conseguia reconhecer o amor
porque, na realidade, nunca o havia visto. É claro que eu tinha uma imagem
na cabeça, mas ela não servia mais. Também descobri que o amor é mais do
que um sentimento bom. É mais do que se sentir necessário ou ter suas
carências preenchidas. Levei trinta anos para perceber que o amor é uma
experiência pessoal e interior de bem-estar total que não combinava com
nenhuma das imagens que eu conhecera até então.

Quando eu estava com meu amor dos treze anos, sentia como se pudesse voar! O erro foi acreditar que era ele que me fazia voar. Depois de muitas aterrissagens forçadas, percebi que voar era uma coisa que eu fazia sozinha, dentro de mim, quando era capaz de relaxar. Isso mesmo, relaxar!
Soltar todos os medos, feridas, decisões, julgamentos e conclusões provocados pela raiva e pelos ressentimentos. Soltar as exigências, expectativas e fantasias. O amor, descobri, é ficar quieta o suficiente para
sentir o que se passa dentro de você e então aprender a reconhecer e aceitar
o que está sentindo.

Na presença dele, eu ficava bem. Infelizmente, eu achava que era ele que me fazia sentir bem. Passei quinze anos tentando encontrar alguém que conseguisse fazer comigo a mesma coisa que ele — tornar boa tanto a vida
quanto eu mesma. Foi só quando percebi que tudo ficava bem quando eu
gostava de ser do jeito que era que as coisas melhoraram e se tornaram muito mais fáceis.

É isso o que normalmente acontece no processo de aprendizagem.
Nele você terá uma série de experiências que podem ser dolorosas e
avassaladoras, mas que acontecem para ajudar você a eliminar as falsas
necessidades e tudo o que nos atrapalha no caminho em busca do amor.

Livrar-se das coisas antigas é um trabalho pesado. É como a grande faxina,
quando você tem que esvaziar os armários, organizar a bagunça, jogar coisas
fora e arrumar a casa toda. No processo de aprendizagem, limpar, eliminar e
descartar podem parecer desonestidade, infidelidade e traição às nossas
coisas antigas. Não são! O que nos impede de ter uma experiência amorosa
verdadeira e honesta são todas essas coisas às quais nos agarramos.

A verdade é que o amor está dentro de você e que nenhum relacionamento com alguém pode desenterrá-lo e ativá-lo na sua vida. É você quem, primeiro, tem que tomar posse dele. Esta é a verdade que eu levei dez anos para descobrir.

Nas diversas experiências que vivi durante meu processo de aprendizagem, eu tive o que, um dia, considerei relacionamentos problemáticos e desastrosos. O que percebo agora é que cada experiência me ensinou um pouco mais a respeito de mim mesma. Veja, existem estágios e níveis no processo. Você aprende um pouco e usa o que aprendeu, mas sempre existe mais para aprender. Você descobre uma coisa e começa a praticar, mas, depois de algum tempo, vai perceber que o que está fazendo não funciona mais. Essa é a beleza do processo. Ele não nos deixa estagnar.Ele nos força a crescer, e crescer um pouco mais. Porém, para crescer, temos que trabalhar. E é esse trabalho que precisamos realizar em nós mesmos para chegar ao amor que torna o processo tão desafiante.

Nada nos faz aprender mais a respeito de nós mesmos e da vida do
que os relacionamentos. Falo por mim: aprendi a ser muito grata a meus
professores/amantes/parceiros pelas lições que me ensinaram a respeito do
medo, da raiva e da carência que eram freqüentemente camuflados como
amor. Quando aprendi minhas lições e comecei a aplicá-las, minha vida
mudou completamente de direção. Não precisava mais fazer coisas para
provar que eu era digna de ser amada. Não tinha mais medo de pedir o que
queria por pavor de não conseguir. Não ficava mais com raiva quando as
coisas não saíam do meu jeito. Mais importante ainda, não ficava com raiva
com o que eu não conseguia ou não tinha em um relacionamento. Durante o
processo, aprendi como cuidar dos meus próprios problemas. O problema de
amar a mim mesma e de ficar emocionada comigo. Aprendi a voar sozinha.

Fomos educados para alcançar resultados e não para valorizar os processos, esses meios-tempos indispensáveis para irmos construindo a auto-estima e a liberdade necessárias para fazermos as escolhas capazes de nos trazer felicidade. O meio-tempo é o espaço de aprendizagem em nossas vidas, quando as experiências — quaisquer que sejam — não são objeto de julgamento, mas oportunidades para aprendermos.

Tudo na vida se relaciona com o amor. O amor é o único significado real da vida. Estar vivo significa que ocupamos a casa do amor e devemos seguir suas regras. Nem a vida nem o amor exigem que as pessoas desistam de sua dignidade, auto-estima, objetivos de trabalho, programa favorito de televisão ou bom-senso. Por algum motivo, nem sempre entendemos isso direito. Acreditamos que é preciso desistir de algo para conseguir outra coisa. Acreditamos nisso especialmente em relação ao amor. Não entendemos que o amor é crescimento, é realização de potencial — ser mais quem você é, fazer melhor o que faz, acreditar com mais convicção e tomar mais posse do que tem. Infelizmente, achamos que podemos nos unir a outras pessoas antes de nos unirmos a nós mesmos. Isso é absolutamente impossível. Você não irá receber amor de fora enquanto não for amor por dentro.

Entramos em um relacionamento procurando o amor, sem perceber que já temos que trazer o amor conosco. Temos que saber quem somos, o que queremos, o que valemos. Temos que levar para o relacionamento entusiasmo e respeito por nós mesmos e por nossas vidas. Se conseguirmos fazer isso
razoavelmente, poderemos entrar nos relacionamentos dispostos a compartilhar o que possuímos, em vez de temer que alguém nos roube.
Compartilhar com alegria, respeito e entusiasmo. É disso que é feito o amor.
Quando trazemos essas coisas para um relacionamento, o amor se torna um
grande multiplicador e intensifica a experiência da vida. Quando ainda não
temos essas coisas, a procura pelo amor nos faz passar por experiências que
precisamos ter para descobrir o que é verdadeiro em relação ao amor, e o
que não é. Esse processo de descoberta é o que eu chamo de meio-tempo.
Entramos nos relacionamentos procurando pelo amor, esperando que alguém nos ame ou nos aceite amorosamente. Isso acontece porque todos nascemos para expressar e receber amor. Queremos tanto receber amor e aceitação que às vezes somos capazes de fazer qualquer coisa para consegui-los.

O importante é resistir à tentação e à armadilha de pensar que todo relacionamento tem que ser o relacionamento que dura para todo o sempre, amém. Lembre-se de que estamos sendo preparados para algo melhor ou protegidos de algo pior.

Existem grandes possibilidades de que a maioria de nós irá passar a vida tendo uma experiência de relacionamento depois da outra — algumas agradáveis, outras não — sem nos darmos conta de que estamos presos ao seguinte padrão: relacionar-se e ser magoado, ser magoado e recuar.

Quando estamos no útero, ficamos mergulhados na energia que se torna o alicerce de nossa identidade. Algumas pessoas ficam imersas em cuidados, atenção e uma alegria amorosa. Eu fiquei mergulhada em uma atmosfera interna e externa entremeada de medo, confusão, culpa, desonestidade e doença. Isso deixou marcas em minha personalidade. Meus primeiros relacionamentos eram estranhamente parecidos com o tipo de disfunção que meus pais demonstravam. Meu primeiro amor era emocionalmente comprometido. Meu primeiro casamento foi uma experiência de abuso verbal e físico. Como é que alguém que você ama pode causar tanto sofrimento? Como é que você pode desistir de alguém que ama tão profundamente? Provavelmente essas eram as perguntas da minha mãe, e estavam entre as primeiras perguntas que fiz, de uma forma muito agressiva, a respeito do amor e dos relacionamentos.

Você pode não conhecer as condições exatas de seu nascimento, ou pode ser que elas não tenham sido tão dramáticas quanto as minhas. Porém, permanece o fato de que você aprendeu e experimentou coisas no útero, e
provavelmente continuou com o mesmo padrão de comportamento em sua vida.

Um amigo meu, Ken Kizer, que me ajudou a entender o impacto da forma do nascimento, contou-me que foi retirado a fórceps. É claro que isso foi feito com preocupação e amor, mas ele percebeu que o impacto foi profundo. Ele verificou que, durante a maior parte de sua vida, entrava em projetos e relacionamentos com grande entusiasmo, mas no meio do caminho ele se cansava. Parava. Simplesmente não conseguia encontrar forças para terminar o que havia começado. Como resultado de seu padrão de nascimento, tomou uma atitude passiva diante da vida. Tenho certeza de que todos conhecemos alguém que tem que ser arrastado, quicando e berrando, para dentro de um relacionamento. Depois, quando as coisas parecem estar indo bem, a pessoa sai fora. Isso às vezes é chamado de medo do compromisso. É uma demonstração de comportamento passivo, resultado de um padrão de nascimento.

Entretanto, quando você está aprendendo sobre o amor-próprio e o amor incondicional dos outros, o objetivo é destruir o padrão de nascimento. Você percebe que o que vem fazendo em seus relacionamentos não funciona e que cabe a você desaprender o que aprendeu para criar um novo modelo de amor baseado em novas informações.

Gail soube no momento em que o viu. Paul também soube, mas, segundo consta, tinham que agir como se não soubessem. Tinham que cumprir as seguintes etapas: se conhecer, ver se gostavam um do outro, ver o que tinham em comum. Tinham que "ir devagar". A mãe de Paul disse: "Assegure-se do que vai fazer." A mãe de Gail avisou: "Não tenha tanta pressa!" O roteiro de Gail estava escrito. "E se eu estiver errado?", gritou o ego de Paul. Resumindo, ambos sabiam que o amor estava no ar, passando o braço em volta deles, mas suas cabeças estavam cheias das cautelas e precauções de amigos e parentes bem-intencionados e do resto do mundo que lhes aconselhavam o que fazer e não fazer. O que os outros diziam estava tendo um impacto muito maior do que o que eles sentiam e sabiam por dentro.

Certa vez ouvi a história de um garotinho que perguntou ao pastor de sua igreja: "Se todos nós viemos de Deus e ele quer que encontremos o caminho de volta para Ele, por que simplesmente não nos deixou ficar lá?" Saído da boca das crianças! Se viemos do amor de Deus, por que não podemos simplesmente ficar por lá? Qual é o propósito de nascer, esquecer de onde viemos, apenas para descobrir o caminho e poder voltar? Eu me fiz essa pergunta pelo menos um milhão de vezes. A resposta, pelo menos a melhor que eu consegui, é que a viagem pela vida nos ajuda a redescobrir e lembrar como é a casa. A vida é nossa casa. Em casa nos é permitido explorar e examinar a arquitetura de cima a baixo, por dentro e por fora. A exploração é chamada viver. O propósito dessa exploração é aprender a ficar firme em cima do alicerce da vida. O alicerce da vida é lembrar e experimentar o amor puro e incondicional.

Os relacionamentos são os guias turísticos que nos levam pelos vários andares da casa. São como quartos, cada um ligeiramente diferente dos outros, oferecendo um pouco mais ou um pouco menos do que queremos ou precisamos para lembrar. Os relacionamentos também nos dão a oportunidade de escolher e decidir onde gostaríamos de dormir e como queremos ser tratados durante a viagem exploratória pela vida. Para sermos ajudados pelo caminho, recebemos um mapa dentro de uma maletinha minúscula chamada coração. O mapa contém a planta de nossa verdadeira casa e é cheio de indicações que nos levam à verdade sobre o amor. Junto com o mapa recebemos uma bússola. É chamada de mente. O propósito da mente é nos ajudar a usar o mapa. De alguma maneira, ficamos confusos enquanto andamos pelos quartos da casa. Deixamos que a bússola — cheia de pensamentos, crenças, juízos e, é claro, percepções-padrão a respeito da
casa — assuma sozinha o papel de guia. Enquanto tentamos ler a bússola,
abandonamos a maletinha no canto de um dos quartos e nos arrastamos
para cima e para baixo, procurando descobrir a direção certa. Usar a bússola sem o mapa nos leva a tropeçar em calombos obscuros no carpete, a entrar em rachaduras assustadoras na parede, em quartos que estão sendo reformados e em espaços escuros e vazios.
De tempos em tempos, constatamos que estamos perdidos. Percebemos que o que estamos pensando e fazendo não está nos levando para onde queremos estar — o sótão. É nesse momento que paramos para verificar se a bússola está funcionando direito. A maioria de nós só analisa o que está pensando quando cai dentro de um buraco ou esbarra num monte de lixo. É também nesse momento que nos lembramos da maleta, do coração que estamos agora ignorando, que nos deu o primeiro alerta. Foi o coração, que temos medo de escutar, que nos ajudou a encontrar o caminho através das viradas e das esquinas da casa. Mesmo quando temos coragem para ouvir e confiar no coração, agimos como se seu papel fosse apenas secundário. Prestamos pouca atenção nele porque as pessoas que fizeram a viagem antes de nós disseram: "Nunca, em nenhuma circunstância, confie em seu coração!" Ao tentarmos fazer com que a bússola funcione e nos dê uma indicação precisa, continuamos a explorar, procurar e investigar a casa, sem encontrar o tesouro enterrado lá dentro.

Quando você desiste de alguma coisa, tem que substituí-la por outra. Para substituir o que você liberou, tem que abrir-se para receber.

Compartilhar o que aprendeu e ajudar os outros é uma ótima fonte de
renovação.

Um dia, quando você não estiver esperando, verá a luz! Irá ouvir as palavras e experimentar o esplendor de morar no terceiro andar da casa da vida. Sentirá paixão por si e pela vida. Você conseguiu! Ainda que a cura não seja completa, sabe o que fazer, como fazê-lo e por que é necessário manter o amor no centro de tudo. Começará a ensinar a outras pessoas o que aprendeu, compartilhando suas histórias pessoais sem medo do que possam pensar de você. Falará de suas experiências amorosas positivas e negativas sem sentir dor ou raiva. Saberá, no fundo da alma, que, enquanto estava aprendendo, lembrando e recriando suas idéias a respeito do amor, o amor estava ao seu lado, ouvindo e observando. Quando entender isso, quando realmente entender que o amor sempre foi e sempre será a única coisa da qual precisa, irá se sentir completamente em casa no terceiro andar. O trabalho ainda não terminou, mas agora você é capaz de fazer muito mais e muito mais rapidamente.

Para mudar sua consciência e atingir a paz do amor incondicional, só existe um meio: criar novas expectativas amorosas baseadas na honra, no respeito e no apoio. Honre o que você sente, acreditando que pode ter o que deseja. Respeite o ponto em que você está na vida, entendendo que irá progredir quando tiver completado a etapa. Apóie-se, ao se recusar a aceitar menos do que deseja. Esta é a sua base — o que você faz e como se trata. Para estabelecê-la, você deve criar reações novas para os desafios da vida, baseadas no amor. Procure sempre fazer suas escolhas da forma que mais
respeite seu amor-próprio.

Os ingredientes apropriados devem estar presentes no início de um relacionamento. Caso contrário, acrescentar mais coisas depois pode piorar
tudo. Se quer saber o final, olhe para o começo! Raramente funciona acrescentar um bebê a um relacionamento ruim, ou mudar para outro
bairro. Ganhar mais dinheiro não reconcilia relacionamentos irreconciliáveis.
Comprar uma casa nova melhora muito pouco a comunicação. Quando os
problemas se encontram na raiz do relacionamento, acrescentar alguma
coisa é como colocar um band-aid em um câncer. Pode até dar a impressão
de que as coisas estão melhores, mas um band-aid não cura um câncer!

Quando o bebê morreu, Jack ficou arrasado. Tinha esperança de que a criança melhorasse o relacionamento, dando-lhes um interesse em comum. Jack queria saber por que seu bebê tinha que morrer assim. Helen sabia. Ela não queria ter o filho de Jack. Queria ter filhos com Bob. Estava convencida de que o casamento dele havia eliminado essa possibilidade, e tinha certeza de que havia matado a criança em seu útero. Jack e Helen tinham que se apoiar um no outro para sobreviver. Foi aí que confundiram necessidade com amor e, por não se comprometerem com uma relação honesta, ficaram tão confusos que acharam que podiam fazer o casamento funcionar.

O amor não machuca! Ele cura! O que machuca é o que fazemos ou deixamos de fazer em nome do que pensamos ser o amor.
Essas ações, ou a falta delas, são a origem dos tipos de comportamento passivo/agressivo que nos enlouquecem! E sabe do que mais? Esses comportamentos não têm nada a ver com o amor!

O processo de cura que nos leva à experiência definitiva do amor incondicional e do amor-próprio funciona mesmo que não estejamos envolvidos em um relacionamento íntimo. Vale a pena parar e fazer uma avaliação. Isso nos ajuda a saber se estamos passando por uma experiência em busca da cura ou simplesmente reagindo à influência de uma emoção tóxica. Precisamos saber a razão do que estamos fazendo para podermos começar a limpar a casa, removendo as bugigangas, destroços e lixo de nosso armário mental e emocional. "Não posso viver sem você, meu amor!" é uma bugiganga. "Deve haver algo errado comigo!" e "Deve haver algo errado com você!" é lixo completo. Noventa e nove por cento do que achamos que está acontecendo só existe em nossa imaginação!

Queremos ficar bem, e achamos que precisamos de alguém para nos ajudar. Por isso, nos atiramos em um relacionamento atrás do outro. Mas o amor tem prioridades diferentes. O amor quer que fiquemos curados! Ele nos força a limpar, varrer e colocar para fora o lixo das dores, vergonhas e confusões passadas. Nossos relacionamentos sucessivos fazem parte do processo de cura e limpeza do amor porque servem como espelhos que refletem nossos problemas e nos ajudam a resolvê-los. E claro que não temos consciência disso. Então, nesse meio-tempo, enquanto o amor está tentando nos curar, tentamos nos esconder debaixo do tapete.

Só poderemos ter um relacionamento honesto, honrado ou amoroso com nós mesmos ou com qualquer outra pessoa quando nos livrarmos das nossas questões de sobrevivência. Quando achamos que a outra pessoa é dona de um poder ou de alguma coisa essencial para a nossa sobrevivência, temos medo de dizer a verdade ou de expressar nossas emoções. Nosso amor-próprio e auto-estima ficam diminuídos, e negamos as reações e instintos normais da mente e do corpo. Quando acreditamos que temos que dar pedaços de nós mesmos para que não nos machuquem e possamos sobreviver, estamos tendo uma experiência de meio-tempo no porão da casa
da vida. Morar aqui nos transforma em vítimas.

No porão, temos pena de nós mesmos, ou fazemos beicinho e batemos o pé no chão. Queremos resolver o problema, mas a sensação é de termos perdido as rédeas de nossa própria vida. Outra pessoa está no comando.
Quando moramos no porão, choramos, reclamando de tudo. Só conseguimos ver as "coisas ruins" que aconteceriam se tentássemos mudar nossa situação. No que diz respeito aos relacionamentos, desistimos ou nos convencemos de que um pouco de relacionamento é melhor do que nada.Temos de pegar o que conseguirmos.

Algum dia você vai descobrir que o que estava pensando não funciona, que você estava apenas reagindo, se escondendo, tentando sobreviver. Lentamente, você vai descobrir que é possível viver melhor. Vai querer mudar suas condições de vida. A chave para isso é perceber que o seu objetivo não é mais sobreviver. Que você sobreviveu e que agora quer crescer. Florescer.

O que está na nossa alma irá determinar as circunstâncias e experiências da nossa vida. Ou essas experiências irão curar-nos ou aleijarão nossa alma. Quando o amor e a disposição de mudança são acrescentadas à equação da vida, iremos, apesar de todas as escolhas e decisões erradas, ficar curados.

Você é o amor que procura. Você é a companhia que deseja. Você é seu próprio complemento, sua própria integridade. Você é seu melhor amigo, seu confidente. "Você é", como a poetisa Audre Lourdes escreveu, "a pessoa por quem está procurando." Você é a única pessoa que pode fazer por você o que espera que outra pessoa faça. Se não se sentir bem com quem você é e com o que tem, como pode esperar receber coisa diferente?

Amor-próprio significa gastar um tempo para sorrir, ouvir e abraçar-se carinhosamente. Se não passarmos algum tempo fazendo isso, aquilo que procuramos e esperamos conseguir nos relacionamentos continuará a escapar de nós.

As pessoas lhe darão coisas, oportunidades, recursos, seu tempo e energia, em resposta à quantidade de amor que você dá aos outros. Isso pode tornar o ato de receber um desafio, pois você tem que acreditar que merece o que recebe.

Depois de tudo o que você passou, viveu e cresceu, o trabalho deveria parecer mais fácil. Na casa do amor não é assim. A verdade é que poucos alcançam o topo, porque o trabalho se torna progressivamente mais difícil. Os melhores alunos sempre ganham as provas mais difíceis. Veja bem, o amor não foi feito para brincar. Até agora, é isso que muitos de nós vêm fazendo. Brincamos com o amor e de ser amáveis. Porém, chega um dia em que você tem que pagar para ver! Você diz que quer usufruir dos benefícios da auto-aceitação total. Você acha que quer a bênção de um relacionamento amoroso e comprometido. Você acha que pode viver concretamente o verdadeiro significado do amor incondicional. Bem, prove!

Quando eu morava no primeiro andar da casa do amor, ainda estava preocupada com o amor físico e com a satisfação. Continuava a me perguntar por que eu não era bonita, por que eu não era desejável e por que não conseguia encontrar alguém que me amasse. Queria que alguém me tratasse de maneira especial e me fizesse sentir especial. Na falta de um relacionamento amoroso significativo, eu tocava a vida, me sentindo incompleta e imprestável. Claro que eu não dizia isso. Não podia dizer nada, porque estava fazendo muito esforço para me convencer de que eu era legal e
atraente. Mas havia um pequeno problema: eu não acreditava nisso! De alguma forma, eu me achava uma pessoa estragada. Não vou culpar minha
infância, apesar de ter certeza de que ela contribuiu um bocado para eu me
sentir assim. Meus pais nunca haviam demonstrado afeto verdadeiro um pelo outro e raramente mostravam seu afeto por mim. Mais uma vez, eu tinha que descobrir as coisas sozinha. Devo admitir que não fui muito longe nesse processo.
Já falei que eu era gordinha? Quando eu morava no porão, tentava fugir da infelicidade e da tristeza comendo. Queria parar de comer, mas quem disse que eu conseguia? Comer era a minha desculpa. Era a desculpa que eu dava para mim mesma para as pessoas não me amarem. Já que não podia descobrir o motivo, decidi criar o meu próprio. Decidi que, se fosse gorda, as pessoas teriam um motivo para me tratarem mal. Disse a mim mesma que as pessoas gordas não mereciam ser amadas. Preste atenção, eu não disse nada disso em voz alta, apenas descobri isso na minha própria cabeça e agi inconscientemente. A mente pode ser um terrível desperdício!
Ser gorda não ajudava em nada, mas me dava uma desculpa viável. Porém,
mesmo com essa explicação, continuei a me fazer perguntas. Continuei fazendo perguntas a Deus. Não achava que estava recebendo alguma
resposta, mas desde então aprendi que a resposta está dentro da pergunta.

Você deve escutar o que as pessoas fazem, não o que dizem. As pessoas sempre demonstram suas intenções e suas expectativas através de seus atos. Podem jurar pela própria vida que irão fazer isso ou aquilo, mas fazer continua sendo o que realmente importa, e não as palavras de juramento.

Se você não se ama o suficiente para manter sua integridade, se não tem uma noção sólida de auto-estima e amor-próprio, vai ser difícil amar outras pessoas. Pode precisar delas ou querê-las, o que significa que na verdade você está sendo co-dependente; provavelmente trata-se mais de uma troca de carências, o que raramente dura ou funciona.

Quando esquecemos que Deus nos ama, saímos à procura de um amante humano que preencha nossa necessidade de sermos amados.

Curar qualquer coisa leva tempo. Se você corta o braço e sangra, você pode tratar dele, cobri-lo, colocar um band-aid para evitar infecção, mas sabe que o ferimento precisa de tempo para cicatrizar. Durante os próximos dias, talvez até mesmo semanas, você deverá tratar o braço com muito cuidado, enquanto a ferida está cicatrizando. Você está esperando que uma nova camada de pele cresça. Nossos relacionamentos precisam do mesmo tempo de cicatrização, pois trazemos feridas para o relacionamento. Quando não temos paciência, estamos fadados a enfiar o dedo na ferida ou arrancar o band-aid cedo demais, querendo um conserto imediato. Esquecemos de que há um processo envolvido em qualquer cicatrização.

Em todos os relacionamentos, sejam bons ou ruins, chega uma hora em que os parceiros precisam se afastar para poderem se curar. Infelizmente, o medo da perda nos impede de tirar férias por alguns dias ou algumas horas, para começar o processo de cura, cada um para um canto, de tal maneira que possamos voltar e tratar juntos dos ferimentos. Quando os parceiros não se afastam para cicatrizarem sozinhos, aumentam as possibilidades de criarem todo o caos e confusão que procuram tanto evitar. Não é o relacionamento em si, são as feridas que trazemos e nas quais continuamos a mexer porque não tiramos um tempo para dar início à cura. É o amor-próprio que nos tornará
capazes de nos darmos um espaço para cicatrizar, sem medo.

Temos que saber como nos amar, estejamos ou não em um relacionamento. Se não existe amor-próprio, não teremos escolha a não ser fazer as coisas idiotas e infernais que nos enlouquecem nos relacionamentos.

Pode ser muito difícil tomar uma decisão que você sabe que tem que tomar quando você não se ama. Quando existe uma falta de amor-próprio, uma falta de respeito, de autoconfiança, você hesita antes de decidir se irá se submeter a um processo de cura ou se pode viver doente mais um pouco. Se você realmente se odeia, irá mentir, dizendo para si: "Na verdade, não é tão ruim assim!" É aí que a coceira vai começar. Entretanto, se tiver disposição para trabalhar, determinando que finalmente pode encarar a verdade, instantaneamente assumirá a responsabilidade pelas prioridades que estabeleceu e agirá de acordo. Irá respirar fundo, empinará seu peito ferido e usará o único detergente espiritual que pode ajudar a iniciar o processo de cura: a renúncia. No segundo andar, renunciar não é se render: é desistir das coisas que não estão funcionando.

Uma experiência de meio-tempo com disposição de mudança é a experiência
das pessoas que vivem o meio-tempo querendo realizar o trabalho. O trabalho exigido para estabelecer um relacionamento melhor com elas mesmas. Um meio-tempo com disposição significa reconhecer que não estamos sozinhos, mas que estamos com nós mesmos e que não nos importamos em nos fazer companhia. Encontrar alguém, apaixonar-se, ter um relacionamento — não é isso o que nos motiva nesse momento.
Continuamos muito interessados nessas coisas, só que não agora. Agora,
queremos dar um jeito em nós mesmos. Queremos perder um pouco de peso,
peso físico e emocional. Queremos ficar em forma, mental e espiritualmente.
Queremos tratar de alguns assuntos inacabados, assuntos de cura,
assuntos de crescimento, e reconhecer o meio-tempo como uma excelente
oportunidade para tratar desses nossos assuntos.

É disso que trata a renúncia: simplesmente pare de fazer as coisas que nos deixam infelizes, loucos, tristes, com ódio de nós mesmos e neuróticos. Quando pararmos de nos maltratar dessa maneira, o amor entrará em nossas vidas e o processo de cura irá começar.

Você nunca pode amar alguém com prejuízo para essa pessoa. Isso não é amor, é posse, controle, medo, ou uma combinação de tudo isso. Sim, nós nos
comprometemos. Sim, nós temos responsabilidades. Sim, queremos manter as pessoas que amamos junto de nós. Entretanto, quando amar alguém está nos machucando ou colocando nossa própria vida em risco, devemos aprender a renunciar. Se não estivermos dispostos a renunciar, se insistirmos em nos debater em nome do amor, o amor nos deixará debatendo.

Quanto mais amor dermos, mais amor iremos receber. Nem sempre parece ser assim, mas é a mais absoluta verdade. Pode ser que você não o receba daqueles para quem você dá — mas saiba, tenha certeza de que você irá receber amor. O amor sempre volta para aqueles que o dão livre e corajosamente, sem condições ou expectativas.

Quando somos dignos de ser amados, não é preciso fazer nada. Apenas ser.
O caminho para esta percepção é o desapego. Desapegue-se de todas as condições que você se impôs. Não há nada que você tenha que fazer. Não há
nada que você tenha que ser. Qualquer coisa que você ache que tenha que ser, fazer ou ter para merecer o amor é como um círculo de sujeira na
banheira - deve ser removido.

Ela estava procurando um homem decente com quem pudesse ocupar seu tempo até que o homem certo aparecesse. Joan ainda tinha que entender que, quando você está se agarrando à coisa errada, a coisa certa não acontece!

Quando você conta uma mentira atrás da outra, quando você dissimula ou esconde, quando faz com a outra pessoa exatamente o que não gostaria que fizessem com você, não está em busca do amor. Está mexendo com seu lixo mental e emocional!

O segredo é lembrar-se que ninguém pode nos dar o que não podemos dar a nós mesmos.

Tudo deve acontecer de forma invisível antes de se tornar visível.

Encontrar a si e encontrar amores exige trabalho – e devemos estar dispostos a trabalhar de maneira paciente e responsável. Se estão magoados, que detergente devem usar? Se estão ficando impacientes, lembrem-se do quanto já caminharam, do quanto já se curaram. Nesse meio-tempo, lembrem-se sempre de que vocês estão subindo os degraus da casa do amor. Saibam que estão sendo guiados e que as pessoas ou as informações de que precisam estão a apenas uma oração de distância.

O valor e o mérito que você se dá irão determinar as pessoas que irá atrair.

Acredito firmemente que, quando estamos prontos, o amor nos encontrará. O amor-próprio, a auto-estima e a autoconfiança que você desenvolveu irão magnetizar a sua alma e atrair pessoas semelhantes. Por outro lado, percebo que é muito fácil para um ímã atrair pedaços de metal ou coisas muito bem disfarçadas de prata e ouro. Não se preocupe! Você possui critérios. Você está com as idéias claras. Irá reconhecer facilmente as coisas que não são puras ou sólidas. Esta é sua recompensa por tudo o que passou durante essa viagem. Adquiriu habilidades e perícia que irão se manifestar quando você precisar. O segredo aqui é não se convencer de que você pode transformar pedaços de zinco em platina! Dizer que uma coisa é outra é um comportamento antigo. Você se curou dessa doença.

Procure um ambiente amoroso, acalentador, mesmo que não seja muito animado. Um aviso: não vá a esses lugares procurando por amor – vá para se divertir. Vá aos lugares e faça as coisas pelo simples prazer de fazê-las. Divertir-se é uma forma excelente de distribuir o seu produto. Quando você está em busca de diversão, a alegria vem ao seu encontro. Quando não está procurando apenas maneiras de afastar a solidão, as experiências prazerosas ocupam sua mente. Quando você elimina a essência do desespero que vem ofuscando sua aura, irá encontrar várias atividades agradáveis e alegres com as quais ocupar seu tempo.

Outro aspecto fundamental da promoção é saber como você irá alcançar aqueles que deseja atrair para o seu produto. Não estou falando dos lugares que você freqüenta, mas de quem você é, como se sente e o que está pensando. Exercícios de esclarecimento, liberação e fortalecimento não só previnem a destruição da embalagem como melhoram sua apresentação. As pessoas sabem quando você está mal, sentem sua raiva ou frustração. As pessoas têm uma percepção sensorial que capta as vibrações de sua angústia emocional. Além disso, as pessoas estão fadadas a perceber os quilos se acumulando, o emaranhado do seu cabelo e os círculos escuros debaixo de seus olhos. Quando lhe falam isso, você se chateia. Entretanto, estão avisando que você não está tendo sucesso na promoção da embalagem e na propaganda.

Sarah fez tudo isso. Parou de procurar e de se desesperar por não ter um relacionamento e resolveu trabalhar um pouco em si mesma. Mudou de cidade. Trocou de emprego. Comprou uma casa. Passou a freqüentar uma igreja e tinha apenas um objetivo em mente — encontrar-se e dar um jeito em si mesma. É claro que queria ter um relacionamento. É claro que teve alguns namoros no meio-tempo. E é claro também que passou alguns dias e algumas noites sentindo-se sozinha, deprimida e questionando se havia ou não feito a coisa certa. Imaginando se algum dia acertaria. O que ela não fez foi parar de
trabalhar em si mesma, uma coisa de cada vez, um dia de cada vez. Ela não usou biscoito de chocolate como substituto para sexo. Não telefonou para seu ex tentando fazer com que ela ou ele ou os dois acreditassem que poderia dar certo. Um dia, todo o trabalho, todas as lágrimas finalmente deram resultado. Um cavalheiro pretendente mandou-lhe um bilhete do outro lado dos bancos da igreja. É isso mesmo! Ele passou o bilhete por uma fileira de mais de vinte pessoas. Deu seu nome e número de telefone, pedindo-lhe para ligar se quisesse sair para jantar. Ela levou duas semanas para responder. Ainda não se decepcionou.

Posso te contar um segredo? Todos nós temos o mesmo problema. Todos achamos que estamos separados uns dos outros. Também achamos que estamos separados de Deus. Enquanto estivermos dentro de corpos, acreditaremos que você está aí e eu estou aqui. Você tem suas questões aí e eu tenho as minhas aqui. Por causa de nossos corpos, não podemos ver a interação das almas. Nossas experiências foram variadas e diferentes, mas todos ouvimos as mesmas coisas, ditas por pessoas diferentes, de maneiras diferentes. Todos ouvimos: "Sou eu e você contra o mundo", "Somos nós ou eles" ou "Isso não tem nada a ver comigo". Essas afirmações são alguns dos detalhes ínfimos que reforçam a crença na separação. Entretanto, nossas almas sabem a verdade. As almas anseiam pela união, e é por isso que tentamos acertar as questões de relacionamento. Nos relacionamentos somos chamados pelas forças mais poderosas para nos unirmos, para aprendermos como nos tornar um.

Tenha cuidado com o que pede! Mais importante, tenha cuidado com o que pensa! Basta pensar que precisa mudar, para que as forças do universo ouçam seu pedido e coloquem a mudança em ação.

Eu era uma dessas pessoas que sempre dizem: "Nunca tenho sorte nos relacionamentos." Eu achava que todas as pessoas boas estavam casadas ou mortas! Fui criticada, evitada, desrespeitada e maltratada, sem entender o motivo. A culpa era dos outros. Eles eram maus. Eles eram malucos. Eles tinham um problema comigo por alguma razão desconhecida. Eu me contentava em apenas ir avançando, desviando dos golpes, tentando sorrir a despeito de tudo. Até que um dia um amigo me disse: "Não existe nada no seu mundo, na sua experiência, além de você e de Deus. Se não é trabalho de Deus, é seu!"

A confiança é o que vai tornar a sua estada no terceiro andar agradável e significativa. Esperemos que você tenha realmente aprendido a confiar em si, em Deus, nas outras pessoas e no processo da vida. Como resultado, quer esteja ou não em um relacionamento, irá se sentir muitíssimo bem. Quer tenha ou não dinheiro, sabe que irá conseguir. Você sabe que o pêndulo da vida balança para os dois lados e que, mais cedo ou mais tarde, irá — não, terá que balançar em sua direção. Nesse meio-tempo, você está seguindo, fazendo o que pode fazer, sentindo-se bem em saber que as coisas irão mudar para melhor. Essa é a experiência que chamo de Reme Seu Barco. Reme, reme, reme seu barco. Faça o que pode fazer. Suavemente, correnteza abaixo. Não se aborreça. Vivencie sua experiência. Não lute contra a correnteza. Feliz, feliz, feliz, feliz. Levante-se, mantenha-se em sintonia. Você sabe que pode mudar sua situação no momento que quiser. Quando quiser fazê-lo, juntará todas as
informações que acumulou em sua jornada pela casa do amor, e a mudança
será inevitável.

Você tem que andar mais um pouco. Fazer apenas mais um pouquinho de faxina. Mais importante, você tem total capacidade para reavaliar se ainda quer o que um dia pensou querer. Esses são todos comportamentos do terceiro andar — permitir que seus problemas venham à tona para que você possa fazer as mudanças necessárias, com amor.

Fomos sempre ensinados que nosso trabalho na vida é sair e encontrar o parceiro perfeito, quando na verdade nosso trabalho é encontrar a perfeição que existe em nós. Como eu não sabia o quanto era perfeita, tinha medo de que as pessoas me abandonassem. Achava que, se abrisse meu coração para elas, iriam pegar o que queriam e me abandonariam. Através das várias experiências que tive em todos os tipos de relacionamentos, aprendi que as pessoas não nos abandonam simplesmente. Têm que ter uma razão para nos abandonarem. Se não possuem uma razão válida, irão fabricar uma, só para poderem ir embora — para saírem do caminho do amor. Havia uma parte minha, uma parte de minha própria psique que dizia: Se você der às pessoas tudo o que elas querem, elas não irão abandoná-la como sua mãe fez!" Quando eu tentava fazer isso, tornava-me uma estúpida bajuladora de pessoas, evitando a dor do abandono. Fazia o que achava ser preciso para mantê-las a meu lado, perto de mim. Afinal, acabei irritando-as e elas me abandonaram de qualquer jeito. Eu achava que era amor. Os parceiros achavam que eu os estava sufocando. No final, acabei rejeitada ou abandonada. Eles conseguiram escapar das garras da minha carência inteligentemente disfarçada de amor.

Não existem garantias!
Não existe garantia de que, no final do dia, depois de todo o trabalho que teve, você vá conseguir um parceiro, ter um relacionamento ou salvar o relacionamento no qual se encontra. A questão a respeito do terceiro andar é
que essas preocupações não são mais fundamentais para você. Ter um relacionamento ou estar apaixonado não é mais um aspecto fundamental na
sua vida. Isso não significa que você não queria ter um relacionamento. Quer
dizer que não irá mais perder noites de sono por não ter um. O que é fundamental para você no terceiro andar é curar-se para poder servir e dar
apoio a quantas pessoas puder, de todas as maneiras que puder. Você
mudou da atração física do porão, carente, pegajosa, "tenho que ter você,
meu bem", para "o amor está presente o tempo todo". Amor é o que eu sou.
Amor é o que eu dou. Amor é o que eu recebo. Você enxerga tudo como amor. Você vê o dinheiro como amor. No terceiro andar, você está aprendendo a lidar com todas as situações que surgirem, até que realmente encontre uma parceria que ajude você a crescer.

Eis um erro gigantesco que às vezes cometemos: achamos que podemos rezar e meditar durante tanto tempo e com tanta intensidade, que Deus irá mandar alguém para nos amar. Não podemos trabalhar para amar a nós mesmos, encontrar a nós mesmos com a única finalidade de encontrar e amar outra pessoa. Devemos fazê-lo para nosso próprio bem. Temos que amar, honrar e respeitar nós mesmos para nosso próprio bem — sem nenhuma outra condição. É só no terceiro andar que isso faz sentido. Nos andares inferiores ainda estávamos lidando com muitas questões. Agora, estamos prontos. Prontos para fazer a mudança do amor condicional para o amor incondicional. Agora, estamos prontos para ficar em nossa própria companhia, em vez de sozinhos.

Passamos por um processo de meio-tempo no qual nos tornamos autoconscientes e capazes de fazer os desvios e as mudanças necessárias para a transformação espiritual. Não estamos mais à procura apenas de satisfação física, emocional ou sexual. Desejamos a verdadeira e total experiência do amor. Se é isso o que estamos procurando, é isso que iremos conseguir.

Nunca é demais repetir: o meio-tempo é o momento e a oportunidade de construir um relacionamento melhor com nós mesmos. É um processo de
auto-reflexão e autoconsciência em que temos que trabalhar se quisermos
ver resultados. O meio-tempo é a oportunidade que temos de aprender a
reconhecer todos os relacionamentos e experiências como meios de cura
espiritual e transformação. Em todas as circunstâncias, temos que continuar aprendendo a amar a nós mesmos. O amor tem uma tal força, que, se nos engajarmos no processo de amor-próprio, iremos avançar na direção que desejamos.

O sótão da casa da vida é como a consciência das crianças, que vivem totalmente confiantes, aceitando a si mesmas e aos outros. As crianças não sabem o que está errado até que outra pessoa lhes diga. As crianças não sabem que as pessoas são feias até que ouvem a versão de alguém sobre o que é feio. No sótão da casa da vida há um coração infantil através do qual todas as coisas são boas, mesmo depois de lhe terem dito que não são. É aqui, no sótão da casa do amor, que vemos, sentimos e aprendemos a reconhecer a presença de Deus em nossas almas e em todas as outras almas.

Pense amor. Veja amor. Invoque o amor no sótão da vida. Você está em boa companhia, tem muito apoio e proteção. É aí que mora Jesus. É aí que mora Buda. É aí que moram Krishna e os arcanjos Miguel, Ariel, Uriel e Gabriel. É aí que moram as sábias avós, as enfermeiras e aqueles que curam. Este é o reino do Espírito. É a mais alta faculdade de sua mente. Quando você ultrapassa todas as suas questões humanas e chega a este nível de consciência, está em companhia dos mestres. Você se tornou a luz do mundo. Eu peço calorosamente que você faça tudo o que estiver em seu poder para deixar sua luz brilhar.


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